Haxixe: um portal para o horror

Sebastián Torterola Antelo

Resumo


Como interpretar o que se vê em uma situação de consciência expandida?
A primeira vez que o escritor uruguaio Horacio Quiroga prova o haxixe,
a substância confronta-o com o horror e a morte. Seguindo a detalhada
descrição que o autor faz da experiência, este artigo tenta propor modos de
interpretar o material resgatado por ele de sua viagem de treze horas por uma
realidade não ordinária. O trabalho apoia-se, primeiro, nas ferramentas analíticas
oferecidas pela psicanálise, em uma tentativa de abordar a questão do
ponto de vista da fenomenologia tradicional. Depois, acompanhando certas
preocupações filosóficas que propõem a necessidade de uma nova fenomenologia,
acode-se a uma análise da perspectiva do inumano: aquilo que existe
independentemente da relação entre nós e o mundo, uma existência anônima
e inimaginável, que é acessada pelo sujeito, neste caso, por meio de um enteógeno.
Essas duas possibilidades de análise estão baseadas em premissas
de épocas distantes, mas que se interconectam no artigo para apresentar uma
interpretação contemporânea de um conto de 1900.

Palavras-chave


Horror; Enteógeno; Haxixe; Outside; Quiroga

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DOI: https://doi.org/10.5007/2176-8552.2016n22p111



outra travessia, eISSN 2176-8552, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

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