Políticas da literatura de testemunho

Angela Guida, Raysa Luana da Silva Oliveira

Resumo


Este ensaio apresenta como proposta discutir em que medida a chamada
literatura de testemunho também pode ser pensada como um exercício político,
uma vez que há a urgente necessidade de se narrar os eventos-limite pelos
quais sobreviventes de tragédias passaram ao longo da história, sobretudo no
século XX, na tentativa de evitar que tais eventos possam ocorrer novamente.
Por outro lado, há, por parte de quem experienciou uma situação-limite, o desejo
de cultivar certo esquecimento, posto que tais relatos causam desconforto
e sofrimento em razão da evocação de lembranças. Desse modo, a escrita de
testemunho transita entre a denúncia e o silêncio.


Palavras-chave


Literatura de Testemunho; Política; Situações-limite

Texto completo:

PDF/A


DOI: https://doi.org/10.5007/2176-8552.2017n23p243



outra travessia, eISSN 2176-8552, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

CC-by-NC icon
Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.