León Ferrari: fazer comum

Artur de Vargas Giorgi

Resumo


O ensaio retoma algumas experiências de León Ferrari (1920-2013) elaboradas
em distintas linguagens no período do seu exílio em São Paulo durante
as últimas ditaduras cívico-militares que tomaram o Cone Sul. Trata-se de
sublinhar os aspectos não-autonômicos de seu pensamento e seus trabalhos, o
que significa reafirmar uma zona de trânsito indecidível entre a ética, a política
e a estética. Pensando a plasticidade das artes em estreito contato com a vida
– como um contínuo desdobramento do sensível, nos mais variados materiais,
meios ou suportes – o trabalho exílico de Ferrari parece acompanhar de perto
algumas linhas de fuga apresentadas por contundentes críticas da filosofia política
contemporânea à civilização ocidental e cristã.


Palavras-chave


León Ferrari; Exílio; Política; Impessoalidade; Comum

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DOI: https://doi.org/10.5007/2176-8552.2017n23p29



outra travessia, eISSN 2176-8552, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

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