Este labirinto, o nosso amuleto: considerações sobre Julio Cortázar e Roberto Bolaño

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2176-8552.2020.e72581

Palavras-chave:

Julio Cortazar, Roberto Bolaño, Labirinto, Abismo, Performance.

Resumo

O conceito de labirinto é caro à literatura de Julio Cortázar, especialmente em obras como Rayuela e em contos como os reunidos em Bestiario. Como seu leitor, Roberto Bolaño por ora parece manifestar em obras como Amuleto a ressignificação dessa capacidade labiríntica, levando a literatura a outros patamares, nos quais as noções de construção e de destruição da narrativa podem ser associadas tanto à fatalidade de um abismo, quanto a um performativo que envolve o ponto de vista de quem narra. Este artigo tem por objetivo analisar como essas movimentações se dão em ambos os autores e em que medida aproximações e distanciamentos são possíveis dentro desse labirinto maior em que ambos convivem, a literatura latino-americana.

Biografia do Autor

Francielly Baliana, Universidade de São Paulo

Doutoranda em Teoria Literária e Literatura Comparada

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Publicado

2021-04-09

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Artigos