Resistência e subversão social e decolonial: a representação do sujeito marginal em Clarice Lispector
DOI:
https://doi.org/10.5007/2176-8552.2024.e98841Palavras-chave:
Pós-modernismo, Literatura comparada, Clarice Lispector, rito de margem, decolonialResumo
Este artigo tem como objetivo discutir a representação do sujeito marginal e decolonial no romance A Hora da Estrela e no conto “A Menor Mulher do Mundo”, de Clarice Lispector. Trataremos inicialmente do Pós-Modernismo enquanto “movimento” estético e filosófico, das características que este possui nas obras em apreço e sua implicação na constituição do discurso decolonial. Faremos ainda análise comparativa das obras de modo a identificar pontos entre elas de aproximação ou de distanciamento no que tange a destituição das estruturas sociais normativas, principalmente quanto à figura de Macabéa em A Hora da Estrela e da Pequena Flor em “A Menor Mulher do Mundo”. A metodologia será a discussão que se tem em torno da noção de fonte (tradição) e influência (texto moderno) da cultura europeia na cultura brasileira, bem como analisando tal processo sob a ótica do discurso decolonial, nas formas de produzir subjetividades sobre o texto literário clariceano visando destecer, decolonizar as estruturas hegemônicas sociais. Para tanto, citamos os autores da perspectiva decolonial e da ideia de pensamento fronteiriço, como Ballestrin (2013), Bernadino-Costa e Grosfoguel (2016) e Mignolo (2017), e autores críticos dos textos clariceanos como: Massaud Moisés (1989), Antonio Candido (1992), Benedito Nunes (1995), dentre outros.
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