A prática das flores moralizadas em Gerardo de Escobar e Sóror Maria do Céu
DOI:
https://doi.org/10.5007/2176-8552.2026.e99599Palavras-chave:
Retórica, Poética, Séculos XVII e XVIII, AgudezaResumo
Este artigo tem, como ponto de partida, um excerto de Agudeza y Arte de Ingenio (1648), de Baltasar Gracián, em que se vislumbra a importância das flores para a poética seiscentista ibérica. Capazes de promover o proveito e o deleite, as flores aparecem, entre os séculos XVII e XVIII, praticadas em profusão, em prosa e em verso, possibilitando que, de sua variedade, fossem tiradas moralizações tanto amorosas quanto espirituais. Sob um viés retórico-poético, analisam-se aqui passagens que demonstram esta variedade, oriundas de dois impressos pouco conhecidos pela historiografia e pela crítica literária, a saber: Cristaes da Alma (1673), de Gerardo de Escobar (1618-1681), e “Significações das Flores Moralizadas”, de sóror Maria do Céu (1658-1753), ambos tipografados em Lisboa.
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