Pasolini: do caráter político-institucional da violência
DOI:
https://doi.org/10.5007/2176-8552.2025.e99800Schlagworte:
Pasolini, ética, política, violênciaAbstract
Este artigo visa analisar algumas produções da obra múltipla do cineasta e escritor italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975), cujos trabalhos sempre foram um reflexo de seu contundente posicionamento frente às questões do seu tempo. Sobretudo, busca-se evidenciar como o artista deixa explícito em suas criações o caráter político-institucional das violências (Teixeira, 2020), por vezes sutis, que aniquilam os nossos direitos civis mais fundamentais como, por exemplo, o direito ao livre pensar e à democracia. Através de críticas veementes à sociedade burguesa e ao denominado capitalismo “democristão”, Pasolini ressalta toda a hipocrisia e o falso moralismo que constituem esta sociedade. São elencados, portanto, alguns exemplos dos diversos gêneros nos quais o artista produziu (cinema, literatura, etc.), para salientar de que modo Pasolini se manifesta criticamente, bem como o que podemos depreender de sua vasta obra, a fim de tomarmos como mote de atuação ética e política na realização artística.
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