Fenonomia, isonomia, economia social e solidária: convergências no processo de empoderamento feminino?
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-8077.2020.e67041Resumen
O propósito desse artigo é mostrar, a partir da teoria da delimitação de sistemas sociais (TDSS) e do paradigma paraeconômico, uma articulação entre as noções de isonomia e fenonomia com as possibilidades apresentadas pela economia social e solidária (ESS), ressaltando nessa articulação as possibilidades de empoderamento das mulheres. Sustenta-se a ideia de que mulheres, na construção de sua história de empoderamento, têm uma trajetória fenonômica que se consolida nos espaços isonômicos. A trajetória fenonômica pode ser entendida como emancipação do indivíduo no sentido de romper com a síndrome comportamentalista, num movimento que se aproxima do enclave fenonômico. Além disso, os movimentos sociais, especificamente nesse caso a ESS, podem ser percebidos como espaços que privilegiam o coletivo, sem que se perca a individualidade, ou seja, com características isonômicas em confluência com as trajetórias fenonômicas, espaços que catalisam o processo de empoderamento feminino.
Citas
ACOSTA, Alberto. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Autonomia Literária, Elefante, 2016. 264 p.
ANDION, Carolina; SERVA, Maurício; LÉVESQUE, Benoît. O debate sobre a economia plural e sua contribuição para o estudo das dinâmicas de desenvolvimento territorial sustentável. Eisforia, Florianópolis, v. 1, n. 1, p. 199-221, jan./jul. 2003.
ARAÚJO, Geyson E. F. Caracterização da economia solidária à luz do ambiente isonômico de Guerreiro Ramos: um estudo no grupo mulheres decididas a vencer. 2010. Dissertação (Mestrado em Administração) – UFRG, Natal, 2010.
AZEVÊDO, Ariston. A sociologia antropocêntrica de Alberto Guerreiro Ramos. Tese (Doutorado em Sociologia Política). UFSC; Florianópolis, 2006. 311p.
AZEVÊDO, Ariston; ALBERNAZ, Renata O. A Paraeconomia como modelo e paradigma para a análise e a formulação de políticas públicas: o resgate de uma possibilidade. EmTese, Vol. 2, n. 1 (2), p. 20-32, jan./jun., 2004.
BESEN, Fernanda. As fenonomias e a economia plural: o olhar da gestão na dimensão territorial. 2010. Dissertação (Mestrado em Administração) – UFSC, Florianópolis, 2010.
BULGACOV, Yara L. M.; CASTIGLIA, Felipe Z. Dialogando com os princípios de uma abordagem substantiva das organizações. Revista Psicologia, Organizações e Trabalho, v. 3, n. 2, p. 1-34, jul./dez 2003.
CATTANI, Antonio; LAVILLE, Jean-Louis; GAIGER, Luiz; HESPANHA, Pedro (Coord.). Dicionário internacional da outra economia. Almedina; CES; Coimbra; São Paulo, 2009. 344p.
COSTA, Pedro D. A.; CARRION, Rosinha. D. S. M. Situando a Economia Solidária no campo dos estudos organizacionais. Otra Economia, v. III, n. 4, p. 66–81, 2009.
DOWBOR, Ladislau. A era do capital improdutivo: a nova arquitetura do poder, sob dominação financeira, sequestro da democracia e destruição do planeta. Outras Palavras/Autonomia Literária: São Paulo, 2017.
FRANÇA FILHO, Genauto. Esclarecendo terminologias: as noções de terceiro setor, economia social, economia solidária e economia popular em perspectiva. Revista de Desenvolvimento Econômico, ano II, n. 5, p. 52-60, dez. 2001.
FRANÇA FILHO, Genauto. Terceiro Setor, economia social, economia solidária e economia popular. Bahia Análise & Dados, v. 12, n. 1, p. 9-19, jun. 2002.
FRANÇA FILHO, Genauto. A temática da economia solidária e suas implicações originais para o campo dos estudos organizacionais. RAP, Rio de Janeiro, v. 37, n. 1, p. 11-31, jan./fev. 2003.
FRANÇA FILHO, Genauto. Decifrando a noção de paraeconomia em Guerreiro Ramos: a atualidade de sua proposição. O&S, v. 17, n. 52, p. 175–197, jan-mar, 2010.
FRIEDMANN, John. Empowerment: the politics of alternative development. Massachusetts, USA: Blackwell, 1992.
GAIGER, Luiz I. Empreendimentos econômicos solidários. In: CATTANI, Antônio David (Org.). A outra economia. Porto Alegre: Veraz, 2003.
GAIGER, Luiz I. Antecedentes e expressões atuais da economia solidária. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 84, p. 81-99, mar. 2009.
GUERREIRO RAMOS, Alberto. The new science of organizations: a reconceptualization of the wealth of nations. University of Toronto Press: Toronto, Buffalo, London, 1981.
GUERREIRO RAMOS, Alberto. A modernização em nova perspectiva: em busca do modelo de possibilidades. In: HEIDEMANN; F. G.; SALM, J. F. (Orgs.) Políticas públicas e desenvolvimento: bases epistemológicas e modelos de análise. Brasília: Ed. UnB, 2009.
HOROCHOVSKI, Rodrigo R.; MEIRELLES, Gisele. Problematizando o conceito de empoderamento. In: SEMINÁRIO NACIONAL MOVIMENTOS SOCIAIS, PARTICIPAÇÃO E DEMOCRACIA, 2007. Anais..., Florianópolis, 2007. p. 485 - 506.
JACOMETTI, Marcio et al. Fenonomia e isonomia no contexto da modernidade: possibilidades de um novo modelo social para as organizações. Revista Economia & Gestão. v. 13, n. 32, p. 87-106, maio/ago/2013.
LAGARDE, Marcela. Identidad de género y derechos humanos. In: STEIN, G.; PACHECO, L.; PACHECO, S. (Comps.). Estudios básicos de derechos humanos. San José: Instituto Interamericano de Derechos Humanos, 1996
LAVILLE, Jean L.; GAIGER, Luiz I. Economia solidária. In: HESPANHA et al. (Coord.). Dicionário internacional da outra economia. Coimbra: Almedina, 2009.
LEÓN, Magdalena de. Empoderamento: relaciones de las mujeres con el poder. Estudos Feministas, v. 8, n. 2, 2009.
LISBOA, Armando de M. Economia solidária e autogestão: imprecisão e limites, RAE, p. 109-115, jul./set. 2009.
LISBOA, Teresa K. Empoderamento de mulheres e participação na gestão de políticas públicas. In: SEMINÁRIO NACIONAL MOVIMENTOS SOCIAIS, PARTICIPAÇÃO E DEMOCRACIA, 2007. Anais... Florianópolis, 2007. p. 640-652.
LISBOA, Teresa K. Empoderamento como estratégia de inclusão das mulheres nas políticas sociais. In: FAZENDO GÊNERO, 2008, Florianópolis. Anais...., 2008. p. 1 -6.
MATURANA, Humberto; VENDEN-ZOLLER, Gerda. Amar e brincar: fundamentos esquecidos do humano do patriarcado à democracia. São Paulo: Palas Athena, 2004.
MAZZEI, Bianca B.; CRUBELLATE, João Marcelo. Autogestão em empreendimentos econômicos solidários: um estudo comparativo de casos em cooperativas de reciclagem de lixo de Maringá/PR. Revista Inteligência Organizacional, v. 1, n. 1, jul./dez. 2011.
MORIN, Edgar. O método 6. Ética. Porto Alegre: Sulina, 2005.
MORIN, Edgar. A via para o futuro da humanidade. Bertrand Brasil: Rio de Janeiro, 2013.
OLIVEIRA, Adriana. L. de. A trajetória de empoderamento de mulheres na economia solidária. Revista Gênero, v. 05, n. 2, p. 1–14, 2013
PAULA, Ana Paula. P. de. Guerreiro Ramos: resgatando o pensamento de um sociólogo crítico das organizações. O&S, v. 14, n. 40, p. 169-188, jan./mar. 2007.
POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens de nossa época. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
QUIJANO, Aníbal. “Bien vivir”: entre el “desarrollo” y la des/colonialidad del poder. Viento Sur, n. 122, mayo, año XXI, p. 46-56, 2012.
SALGADO, Francisco. Sumaq Kawsay: the birth of a notion? Cadernos EBAPE, v. 8, n. 2, paper 1, jun, p. 199-208, Rio de Janeiro, 2010.
SARDENBERG, Cecília. M. B. Conceituando “empoderamento” na perspectiva feminista. NEIM/UFBA, p. 1–12, 2009
SAUVAGE, Patrice. Synthèse. In: OCDE: réconcilier l’économique et le social – vers une économie plurielle. Paris: OCDE, 1996.
SCOTT, Joan. W. O enigma da igualdade. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 1, n. 13, p. 216, jan./abr. 2005
SEN, Amartya. K. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
TONET, Rogério. S. Fenonomias, economia plural e desenvolvimento local: um estudo na feira de artesanato do Largo da Ordem em Curitiba – PR. 2004. Dissertação (Mestrado em Administração) – UFPR, Curitiba, 2004.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
El autor deberá garantizar:
- que exista pleno consenso entre todos los coautores para aprobar la versión final del documento y su envío para publicación.
que su trabajo es original, y si se utilizó trabajo y/o palabras de otras personas, estos fueron debidamente reconocidos.
El plagio en todas sus formas constituye un comportamiento editorial poco ético y es inaceptable. RCA se reserva el derecho de utilizar software o cualquier otro método de detección de plagio.
Todos los envíos recibidos para evaluación en la revista RCA pasan por la identificación de plagio y autoplagio. El plagio identificado en los manuscritos durante el proceso de evaluación dará lugar al archivo del envío. Si se identifica plagio en un manuscrito publicado en la revista, el Editor Jefe realizará una investigación preliminar y, de ser necesario, se retractará.
Los autores otorgan a RCA los derechos exclusivos de primera publicación, estando la obra licenciada simultáneamente bajo la Licencia Creative Commons (CC BY) 4.0 Internacional.

Los autores están autorizados a celebrar contratos adicionales por separado, para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicado en esta revista (por ejemplo, publicación en un repositorio institucional, en un sitio web personal, publicación de una traducción o como capítulo de un libro), con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.
Esta licencia permite a cualquier usuario tener derecho a:
Compartir: copiar, descargar, imprimir o redistribuir el material en cualquier medio o formato.
Adapte: remezcle, transforme y cree a partir del material para cualquier propósito, incluso comercial.
Bajo los siguientes términos:
Atribución: debe dar el crédito apropiado (citar y hacer referencia), proporcionar un enlace a la licencia e indicar si se realizaron cambios. Debe hacerlo bajo cualquier circunstancia razonable, pero de ninguna manera que sugiera que el licenciante lo respalda a usted o su uso.
Sin restricciones adicionales: no puede aplicar términos legales ni medidas tecnológicas que restrinjan legalmente a otros hacer algo que la licencia permite.