Cultura e processos de saúde e doença

João Paulo Roberti Junior, Idonézia Collodel Benetti, Michele Zanella

Resumo


Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 1984-2147, Florianópolis, v.8, n.18, p.xx, 2016.
CULTURA E PROCESSOS DE SAÚDE E DOENÇA
João Paulo Roberti Junior1
Idonézia Collodel Benetti2
Michele Zanella3
Trazer a cultura para análise dos processos de saúde e doença é inverter sempre neste princípio, a preocupação biomédica. Muitas vezes, o modelo biomédico de doença não consegue lidar com fatores pessoais, culturas e pessoais da saúde debilitada, é possível perceber na chave de que a enfermidade é aquilo que o paciente sente quando ele procura o médico e a doença como o que o paciente assume ao voltar do médico. Entende-se que saúde e doença não são processos fragmentados e por isso, pró existe a noção de que a cultura é dinâmica e heterogênea e a perspectiva da doença é um processo sociocultural. Isso com vistas a demonstrar que estes conceitos, são mediados por experiências individuais compartilhadas. Portanto saúde e doença necessitam serem submetidos a processos intencionais periódicos de fabricação, sendo que podem ser instrumentos de transformações de identidades sociais compartilhadas4. A universalidade da forma de uma doença está relacionada com as definições de modelos de saúde e normalidade. Portanto, há variações sobre a noção de saúde e doença em diversas sociedades, porém o que caracteriza e se compreende por estes fenômenos em determinados contextos não deve ser um modelo global impositivo. Assim a compreensão dessas relações é fundamental aos profissionais da saúde.


Palavras-chave


Cultura; Antropologia; Saúde.

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