Familiaridade de alunos de ensino médio com situações análogas

Autores

  • Leandro Londero da Silva Unicamp
  • Eduardo A Terrazzan UFSM - Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7941.2009v26n1p145

Palavras-chave:

Analogias no ensino de ciências, ensino de Física, atividades didáticas.

Resumo

Este artigo relata um estudo sobre a familiaridade de alunos  de Ensino Médio com situações análogas. Procurou-se evidenciar em que medida as situações análogas a eles apresentadas em atividades de ensino lhes são familiares, a partir das justificativas que deram ao avaliar tal familiaridade. Para isso, primeiramente, lançamos mão de questionários, aplicados a 112 estudantes de segundas e terceiras séries de quatro escolas das cidades de Candelária, Nova Palma e Santa Maria no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Em continuidade, realizamos entrevistas individuais com uma amostra de 06 alunos de uma das escolas envolvidas neste estudo para aprofundar a coleta de informações. A análise de todo o material coletado revelou que: a) os alunos consideram familiares apenas as situações efetivamente vivenciadas; b) alguns estudantes geraram novos análogos, além dos já apresentados, mudando de um aluno para o outro os análogos sugeridos; c) análogos que parecem adequados para cientistas ou para professores, por vezes, não se mostraram dessa forma para os alunos, que os rejeitaram; d) a necessidade de justificar a familiaridade com os análogos fez com que os alunos explorassem suas experiências pessoais, em busca de outros análogos que lhes permitissem justificar os primeiros; e) as justificativas para a familiaridade partiram de fundamentações distintas; enquanto alguns recorreram a situações vivenciadas e/ou a experiências profissionais, outros apelaram a conhecimentos que se enquadram no domínio dos conteúdos escolares; f) os alunos manifestaram partilhar de conhecimentos e informações científicas, aprendidos tanto na escola como fora dela, utilizando-se deles para produzir suas respostas; g) os análogos com origem num tópico conceitual de um domínio científico específico parecem correr o risco de serem pouco familiares; h) situações análogas que mostraram-se não-familiares aos alunos de um contexto social podem ser familiares em outro contexto; i) os aspectos sócio-culturais da região em que vivem os alunos tendem a condicionar o conhecimento que eles costumam demonstrar sobre os análogos. Diante desse conjunto de evidências, sugere-se que os professores, durante o ensino com analogias, verifiquem quais análogos convêm utilizar em um determinado contexto. Recomenda-se, ainda, dar preferência a análogos presentes no cotidiano dos alunos ou por eles sugeridos.

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Publicado

2009-05-19

Edição

Seção

Artigos