O ensino de ciências e o professor anarquista epistemológico

Autores

  • Paulo S. Terra UESC - Bahia

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Paul Feyerabend, anarquismo epistemológico, ensino de ciências, pedagogia anarquista, Ricardo Mella

Resumo

Todas as filosofias da ciência têm implicações pedagógicas com reflexos importantes nos procedimentos de ensino de ciências. O professor de ciências adepto ao anarquismo epistemológico, proposto por Paul Karl Feyerabend, também adotará estratégias próprias. Guiar-se-á, primeiramente, pelo preceito de que as decisões dos alunos devem ser autônomas (que cada qual se dedique como puder e quiser quanto à sua formação); abdicará, pois, de impor a visão científica aos alunos. Apresentará a ciência como sendo formada por uma comunidade na qual se discutem idéias antagônicas e a adesão a uma delas se faz por convencimento, após livre exame das argumentações apresentadas. O professor anarquista de ciências visa, prioritariamente, convencer os alunos a aderirem ao pensamento científico e não convertê-los à força à ciência. Cada questão científica exposta pelo professor anarquista deve convocar os alunos à reflexão e à decisão voluntária

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Publicado

2002-01-01

Edição

Seção

Artigos