“Muitas coisas eles falam errado porque tem essa mistura da língua alemã”: vozes de professores sobre a educação em contextos de línguas de imigração

Autores

  • Maristela Pereira Fritzen FURB - Blumenau
  • Jaqueline Ristau FURB - Blumenau

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2013v10n4p259

Palavras-chave:

bilinguismo social, línguas de imigração, escolarização, identidade.

Resumo

Neste artigo pretende-se socializar resultados parciais de uma pesquisa de base interpretativista que objetivou investigar o posicionamento de professores que atuam na educação básica em relação aos contextos bi/multilíngues da região do Vale do Itajaí, SC. A pesquisa teve como principal instrumento entrevistas semiestruturadas. A análise dos registros orientou-se pelo viés teórico da Linguística Aplicada e dos Estudos Culturais. Os registros sugerem que algumas das professoras entrevistadas demonstram reconhecimento do bilinguismo do grupo social onde a escola se insere. Em contraposição, desvela-se em alguns depoimentos o papel da escola em ensinar apenas a língua majoritária do país, em detrimento das línguas de imigração. Os dados também sinalizam um conflito de identidade vivido pelo professor como sujeito falante de uma língua minoritária e, ao mesmo tempo, sujeito professor. Esse conflito parece ressoar as políticas de nacionalização do ensino, que contribuíram para a construção e manutenção do mito do monolinguismo no Brasil.

Biografia do Autor

Maristela Pereira Fritzen, FURB - Blumenau

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Jaqueline Ristau, FURB - Blumenau

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Publicado

2013-12-20