Prosódia e construção de ethé discursivos em crimes via telefone

Autores

  • Welton Pereira e Silva Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Mônica Santos de Souza Melo Universidade Federal de Viçosa
  • Rony Petterson Gomes do Vale Universidade Federal de Viçosa

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2017v14n4p2745

Palavras-chave:

Prosódia, Ethos discursivo, Argumentação

Resumo

Este trabalho objetiva apresentar a forma como determinadas características suprassegmentais, relacionadas à prosódia, podem contribuir para construção e manutenção de certos ethé discursivos, que visam a legitimar o sujeito argumentante. Baseamos a análise do corpus no referencial teórico e metodológico da Teoria Semiolinguística do Discurso (CHARAUDEAU, 2012, 2015), bem como em Perelman e Tyteca (2005). O corpus é constituído por duas gravações telefônicas de golpes do falso sequestro e uma gravação de golpe da recarga premiada. Após a análise do material empírico, notamos que certas marcas prosódicas, como o ritmo e a entonação, podem contribuir para a constituição do ethos de potência por parte do criminoso, bem como para a construção do ethos de competência. A construção do ethos, da imagem de si, através do discurso, é uma forma de o sujeito argumentante garantir a legitimidade para sua pessoa e a credibilidade para seus argumentos.

Biografia do Autor

Welton Pereira e Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorando em Letras Vernáculas: Língua Portuguesa na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em Letras: Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Viçosa.

Mônica Santos de Souza Melo, Universidade Federal de Viçosa

Professora Adjunta da Universidade Federal de Viçosa. Doutora em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Rony Petterson Gomes do Vale, Universidade Federal de Viçosa

Professor Adjunto da Universidade Federal de Viçosa. Doutor em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais.

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Publicado

2017-12-31

Edição

Seção

Artigo