Construções superlativas do português brasileiro: tri [x], baita [x] e puta [x]

Autores

  • Heloísa Pedroso de Moraes Feltes Universidade de Caxias do Sul (UCS)
  • Marciele Borchert Universidade de Caxias do Sul (UCS)

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2018v15n2p3066

Palavras-chave:

Gramática das construções, Construções superlativas, Linguística cognitiva

Resumo

Este estudo objetiva explorar construções superlativas a partir da Gramática das Construções (GOLDBERG, 1995, 2006; MIRANDA; SALOMÃO, 2009), tendo como aporte teórico-metodológico central estudos já realizados sobre superlatividade (CARRARA, 2015; MACHADO, 2011). A fim de averiguar expressões produtivas candidatas a construções superlativas no uso coloquial do Português Brasileiro, investigamos as ocorrências das expressões tri (como prefixo), baita e puta, no Corpus do Português. Na análise, consultamos as definições de tri, baita e puta, com o objetivo de elucidar a possível origem e motivação para as expressões. Quanto à formalização, enquadramo-las em padrões propostos nos estudos revisados, com tri como uma Construção Prefixal de Modificação de Grau (CARRARA, 2015); e baita e puta como Construções Superlativas Genéricas (MACHADO, 2011). A análise dos dados possibilitou propor matrizes construcionais e sugerir a ampliação da rede construcional superlativa no Português Brasileiro.

Biografia do Autor

Heloísa Pedroso de Moraes Feltes, Universidade de Caxias do Sul (UCS)

Doutora e mestre em Linguística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Professora dos Programas de Pós-Graduação em Letras e Cultura da Universidade de Caxias do Sul e de Doutorado em Letras, Associação Ampla UCS/ UniRitter. 

Marciele Borchert, Universidade de Caxias do Sul (UCS)

Mestre em Letras, Cutura e Regionalidade pela Universidade de Caxias do Sul. Licenciada em Letras-Língua Portuguesa pela UCS.

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Publicado

2018-07-12

Edição

Seção

Artigo