A cartografia como método: potências e devires para as práticas em análise do discurso

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2020.e66402

Palavras-chave:

Escola sem partido, Análise do Discurso, Cartografia, Método

Resumo

Este ensaio tem como objetivo narrar o processo feito ao longo da dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Letras, na área de Estudos de Língua, com a abordagem da Análise do Discurso francesa, cujos pilares foram Dominique Maingueneau e Michel Foucault. No entanto, aqui, será apresentado o método da cartografia, a partir de uma perspectiva deleuziana, tendo como principal suporte teórico o livro Pistas do Método Cartográfico: pesquisa intervenção e produção de subjetividade. O resultado é a possiblidade de entrelaçar narrativamente teoria e prática, apresentando a potência desse método em outras áreas das ciências que não só a psicologia. A pesquisa de mestrado se deu a partir da análise do PL 867/2015, fruto do movimento Escola Sem Partido, com a construção de uma rede discursiva, composta por esse projeto de lei, seus apensados, além do PL 14111/2015, que tipifica como crime o chamado assédio ideológico em sala.

Biografia do Autor

Juliana Silva Rettich, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Graduação em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007). Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Lingüística, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura de massa, indústria cultural, língua estrangeira, interlíngua e ensino. Graduação em Letras: Português/Alemão pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro ( 2016). Mestre pelo Programa de Pós- graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, na Área de Linguagem, especialidade Linguística - Análise do Discurso ( 2017). Doutoranda pelo Programa de Pós- graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, na Área de Linguagem, especialidade Linguística - Análise do Discurso ( 2019).

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Publicado

2020-12-30