Grupos reflexivos de hombres autores de violencia contra la mujer: una lectura discursiva en perspectiva foucaultiana
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-8412.2026.e112359Palabras clave:
Violéncia de genero, Dispositivo, Subjetivación masculinaResumen
El presente artículo emprende, bajo la óptica de los Estudios Discursivos Foucaultianos, un análisis sobre la emergencia y la discursividad de los grupos reflexivos de hombres autores de violencia contra la mujer en el contexto brasileño. La investigación busca develar las condiciones históricas que posibilitaron la institucionalización de estos grupos, así como los procesos de objetivación del sujeto participante y el régimen de verdad que constituye el campo jurídico, teniendo como finalidad analizar los efectos de verdad y subjetividad de estas discursividades. Para ello, el archivo de la investigación está constituido por un conjunto de documentos legales y regulatorios extraídos de normativas producidas por instancias del Poder Judicial y por órganos gubernamentales responsables de la implementación y reglamentación de estos grupos. La fundamentación teórica explora conceptos clave como la gubernamentalidad, el cuidado de sí y la producción de subjetividad. El objetivo central es analizar la emergencia de los grupos reflexivos como dispositivos de saber-poder que no solo intervienen en la vida de los individuos, sino que también producen modos específicos de subjetivación masculina. Así, este texto alienta a contribuir a una comprensión crítica de estos dispositivos, cuyos resultados apuntan a su función estratégica en la gestión contemporánea de la violencia de género, al desplazar la mera punición hacia la reeducación y la transformación de las conductas. Este enfoque permite situar a los grupos reflexivos como piezas centrales en la gubernamentalidad jurídica, evidenciando cómo el discurso, el poder y la subjetividad se entrelazan en la administración de las poblaciones y en la producción de las masculinidades frente a las respuestas sociales a la violencia.
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