¿Escribir para no morir? Foucault y la escritura como práctica de la discontinuidad
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-8412.2026.e112514Palabras clave:
Foucault, Muerte del autor, Transformación de sí, ÉticaResumen
A primera vista, la afirmación de Foucault de que la escritura es responsable de la muerte del autor podría parecer contradictoria, dada la multiplicidad de gestos de autoría que él mismo practicó a lo largo de su trayectoria. El objetivo de este ensayo es desmontar esa supuesta paradoja. Para ello, se argumenta que la muerte del autor puede concebirse en términos de una práctica de escritura orientada a la transformación de uno mismo. En este sentido, al abordar las consideraciones desarrolladas en la conferencia «¿Qué es un autor?» (1969) como un eje que articula dos momentos diferentes del pensamiento de Foucault, se busca destacar, en primer lugar, la noción de muerte a partir de la relación entre límite y transgresión, tal como se desarrolló en las reflexiones de la década de 1960. Más que un fin absoluto y definitivo, la muerte podrá entenderse, a continuación, como una pluralidad de cortes —o discontinuidades— que acompañan a la vida pari passu. Con ello, se indican formas de superar los límites de determinados campos discursivos, así como las múltiples funciones de autor y de sujeto que les corresponden. Por último, prestando atención a las reflexiones desarrolladas por Foucault en las décadas de 1970 y 1980, la relación entre escritura y muerte se reitera como una práctica que sitúa la relación con los límites y las discontinuidades en el centro de la relación del sujeto consigo mismo. Al desarmar la paradoja antes mencionada, se espera establecer una posición crítica respecto de la idea de que, en el pensamiento de Foucault, la discontinuidad sería equivalente a las periodizaciones adoptadas en sus principales obras, así como demostrar la posibilidad de pensar que la escritura, como práctica de discontinuidad, constituye un principio ético que atraviesa sus escritos de principio a fin.
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