Cuando la vida se convierte en trabajo: subjetivación y resistencia en el tejido neoliberal en «Me estoy guardando para cuando llegue el carnaval»
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-8412.2026.e112466Palabras clave:
Gubernamentalidad, Modos de vida, Trabalho, Análisis del DiscursoResumen
Este artículo analiza el documental brasileño Estou me guardando para quando o carnaval chegar (Estoy guardándome para cuando llegue el carnaval) (2019), dirigido y escrito por Marcelo Gomes, a partir del malestar provocado por las formas de vida y de trabajo en la ciudad de Toritama (PE), conocida como la “Capital del Jeans”. Anclado en referentes foucaultianos, especialmente en las nociones de gubernamentalidad neoliberal, conducción de las conductas y resistencia, este texto problematiza los modos de subjetivación producidos en un contexto marcado por la (auto)explotación, por la disolución de las fronteras entre vida y trabajo y por la responsabilización individual por el éxito o el fracaso. Metodológicamente, el artículo se inscribe en el Análisis del Discurso de línea francesa, tomando escenas y enunciados del documental como material de análisis. Al mismo tiempo que evidencia la captura de las subjetividades por la racionalidad neoliberal, expresada en la aceleración del tiempo, en el emprendimiento de sí y en la naturalización de jornadas extenuantes, el texto identifica gestos sutiles de resistencia, materializados en los dichos de los personajes que sostienen otras temporalidades, prácticas y modos de existencia que escapan, aunque parcialmente, a la dictadura productivista del jeans. Se concluye que, incluso en contextos de intenso sometimiento, la resistencia puede emerger en los pequeños gestos, en las negativas cotidianas y en las formas alternativas de conducir la propia vida, produciendo fisuras en la racionalidad neoliberal dominante.
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