O mundo lá fora: o cinema direto e o novo jornalismo
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-6924.2010v7n2p424Resumo
A proposta desse artigo é traçar um movimento de aproximação e estranhamento entre o cinema direto e o novo jornalismo americanos. Ambos os movimentos foram fortemente influenciados pela literatura realista de Flaubert, Dickens, e outros; fizeram uso de recursos ficcionais para tratar de fatos e personagens; alimentaram questionamentos éticos; e se afirmavam a partir de uma série de premissas a respeito do “real”. Em uma tentativa de capturar a realidade por meio de novos formatos, jornalistas e cineastas chamaram a atenção para os seus processos e estilos. De um lado, essas experimentações pareciam radicais; mas, do outro, por mais revolucionários que pudessem parecer, os movimentos funcionavam a partir de uma visão conservadora e tradicional do que vem a ser o “real” e a possibilidade de representá-lo.
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