Novas estratégias ao telejornalismo como consequência da onipresença de câmeras: a narrativa em primeira pessoa

Maura Oliveira Martins

Resumo


 

O presente artigo propõe uma reflexão acerca do aproveitamento jornalístico de conteúdos provindos dos dispositivos de registro do real (como as câmeras pessoais e de segurança, smartphones, tablets e computadores), no intuito de verificar de que forma a ubiquidade destes aparatos técnicos tem operado reconfigurações no telejornalismo. Em busca de um enfoque mais preciso, propõe-se a análise de uma reportagem que parte de um vídeo gerado por uma câmera amadora com foco narrativo em primeira pessoa. Assim, intenta-se observar as estratégias narrativas empregadas pela instância jornalística para o uso deste material – de modo a se investigar de que forma uma estética do flagrante (Bruno, 2013) é concretizada na reportagem a partir da apropriação do que Jost (2007) conceitua como imagens violentas, baseadas na concretização de um choque perceptivo no espectador.


Palavras-chave


Telejornalismo; Estética do Flagrante; Câmeras Amadoras; Câmeras Onipresentes

Texto completo:

Artigo


DOI: https://doi.org/10.5007/1984-6924.2015v12n2p251

(Est-s Jorn. Mid.), Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSNe 1984-6924.

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