O esverdeamento da imprensa

Luciana Miranda Costa

Resumo


Este artigo apresenta as principais conclusões de uma pesquisa (PARD/UFPA/CNPq 2006) que analisou o significativo papel da mídia no boom ambiental que vem se registrando nos últimos anos. O objetivo principal foi verificar, com ênfase na temática dos desmatamentos e queimadas, como se estruturou o discurso da mídia impressa sobre as questões ambientais, a partir de suas fontes de informação. O que se constatou foi que as matérias jornalísticas, dominantemente descritivas e factuais, privilegiaram como suas principais fontes, os órgãos governamentais. Já a partir do final da década de 80, passaram também a se constituir como fontes, instituições de pesquisa e ONGs. Os agricultores, fazendeiros ou madeireiros apareceram de forma secundária nas matérias durante o período, ora como vilões ora como vítimas do processo de desmatamento e queimadas na Amazônia. A partir da década de 90, consolidaram-se como vozes legitimadas pelo discurso jornalístico para falar sobre a Amazônia as fontes do campo científico e ambiental.

Palavras-chave


Desmatamento; Queimadas; Mídia Impressa; Amazônia; Análise de Discurso; Deforestation; Queimadas (forest burn); Printed press; Amazon; Discourse Analysis.

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

(Est-s Jorn. Mid.), Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSNe 1984-6924.

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