Regulamentação da vida no processo transexualizador brasileiro: uma análise sobre a política pública

Pablo Cardozo Rocon, Francis Sodré, Alexsandro Rodrigues

Resumo


O processo transexualizador brasileiro tem sua história marcada pela judicialização da demanda, medicalização da experiência trans e regulamentação da vida pelo Estado. Esse programa tem se mostrado seletivo por meio de um diagnóstico referendado na matriz binária heterossexual para os gêneros como critério para entrada nos programas, não garantindo o acesso universal aos serviços em saúde. Foi realizada abordagem qualitativa com pesquisa documental. Os dados foram analisados a partir das categorias disciplina, biopolítica e biopoder de Foucault. Conclui que o processo transexualizador tem servido de dispositivo disciplinador sobre a população usuária, e equipamento para administração da vida trans na massa populacional. Assim, a seletividade pode ser compreendida como resultado da ação do Estado que, no exercício do biopoder, realiza um corte entre quem viverá ou morrerá.

Palavras-chave


Gênero; Pessoas Trans; Disciplina; Biopolítica; Biopoder

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DOI: https://doi.org/10.1590/1414-49802016.00200011

R. Katál. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil eISSN: 1982-0259  

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