Capitalismo dependiente y saneamiento: análisis de la trayectoria de Copasa
DOI:
https://doi.org/10.1590/1982-0259.2025.e107314Palabras clave:
Saneamiento, Teoría Marxista de la Dependencia, Copasa, FinanciarizaciónResumen
El artículo analiza críticamente la trayectoria de la Compañía de Saneamiento de Minas Gerais (Copasa) como expresión de las contradicciones estructurales del saneamiento básico en el contexto del capitalismo dependiente brasileño. Con base en la Teoría Marxista de la Dependencia y en el método histórico-estructural, la investigación articula teoría crítica, revisión documental y entrevistas con gestores de Copasa para comprender la forma institucional del saneamiento como parte de las condiciones generales de reproducción del capital en las formaciones periféricas. Los resultados revelan que la financiarización de Copasa —gestada en el Planasa en los años 1970 y profundizada con la apertura de su capital accionario— subordina la universalización del saneamiento a las exigencias de valorización financiera, convirtiendo derechos sociales en activos rentables. Se concluye que la efectivización de los derechos humanos al agua y al saneamiento está condicionada por mediaciones estructurales que articulan dependencia, herencia autoritaria y racionalidad mercantil, lo que exige enfoques críticos que superen las lecturas técnico-normativas y enfrenten los fundamentos materiales de la desigualdad en el acceso al saneamiento.
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