Classes e grupos subalternos, estado e hegemonia: uma análise gramsciana

Autores

  • Mirele Hashimoto Siqueira Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Campus Apucarana. Centro de Ciências Sociais Aplicadas. Curso de Serviço Social. Apucarana. Paraná. Brasil https://orcid.org/0000-0002-9934-7121

DOI:

https://doi.org/10.1590/1982-0259.2025.e109071

Palavras-chave:

Gramsci, classes subalternas, Estado, hegemonia, serviço social

Resumo

O presente artigo tem como objetivo refletir sobre os conceitos de “classes e grupos subalternos” desenvolvidos por Antonio Gramsci em sua obra carcerária, com ênfase nas formulações presentes no Caderno 25. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica fundamentada nos Cadernos do Cárcere, resultando no ensaio teórico aqui apresentado. Parte-se do entendimento de que tais conceitos não podem ser apreendidos de forma dissociada do conjunto de categorias elaboradas por Gramsci, especialmente das noções de Estado e hegemonia. É somente na teia do léxico original e orgânico gramsciano — forjado no cárcere — que a subalternidade pode ser compreendida, analisada e articulada ao fio condutor que atravessa todo o seu projeto intelectual: o projeto revolucionário.

Biografia do Autor

Mirele Hashimoto Siqueira, Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Campus Apucarana. Centro de Ciências Sociais Aplicadas. Curso de Serviço Social. Apucarana. Paraná. Brasil

Doutora em Serviço Social pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora Adjunta da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Campus de Apucarana.

Referências

ALIAGA, L. Do sul ao norte: uma introdução a Gramsci. Marília, SP: Lutas Anticapital, 2021.

BUTTIGIEG, J. Sulla categoria gramsciana di “subalterno”. In: BARATTA, G.; LIGUORI, G. Gramsci da um secolo all’altro. Roma: Riuniti, 1999. p. 27–38.Riuniti, 1999. p. 27–38. e tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.

FRESU, G. Questão gramscianas: da interpretação à transformação do mundo. São Paulo: Boitempo, 2025.

GIUSTINA, E. F. D. Notas reflexivas sobre o conceito de subalternidade na obra carcerária de Antonio Gramsci. In: ABREU, M. M.; LIMA, C.; SANTANA, N. (org.). Gramsci, cultura e luta de classes na América Latina. São Paulo: Expressão Popular, 2022. p. 183–203.

GÓES, C. Dilemas da tradução do marxismo na periferia: Antonio Gramsci e os fundamentos dos Subaltern Studies. Lua Nova, n. 102, p. 299–351, 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-299351/102. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ln/a/RPX7jgGKcbr8ST8sg8M4Gtr/?lang=pt. Acesso em:10 nov. 2025.

GRAMSCI, A. Escritos políticos. Volume 2 (1921–1926). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.

GRAMSCI, A. Quaderni del Carcere. Edizione critica dell’Istituto Gramsci. A cura di Valentino Gerratana. 4. ed. Torino: Einaudi, 2014.

GREEN, M. Subalternità, questione meridionale e funzione degli intellettuali. In: SCHIRRU, G. In: Gramsci, le aculture e il mondo. Roma: Viella, 2009. p. 53–72.

THOMAS, P. Cosa rimane dei subalterni alla luce dello “Stato integrale?”. Internacional Gramsci Journal, v. 1, n. 4, p. 83-–93, jun. 2015.

Downloads

Publicado

2026-02-23

Edição

Seção

Espaço temático: Trabalho, democracia e luta de classes