Os paratextos editoriais em “Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas”, o romance inacabado de José Saramago

Autores

  • Bianca Rosina Mattia Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2016v21n2p178

Palavras-chave:

Adaptação, Editor, José Saramago, Paratextos, Romance Inacabado

Resumo

Em 2014, quatro anos após a morte de José Saramago, chegava às livrarias seu último romance, que restou inacabado e foi encontrado em seu computador. Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas tem apenas três capítulos. Porém, a edição do livro apresenta ainda o diário de Saramago, com anotações referentes ao romance, ilustrações de Günter Grass e textos de outros autores. O romance centra-se na temática da violência, da guerra e da fabricação e comércio de armas. Neste artigo, contudo, objetivamos uma análise dos paratextos editoriais da edição de Alabardas. A proposta, nesse sentido, pauta-se, a partir da definição de paratexto apresentada por Gérard Genette (2009), na investigação de uma possibilidade de leitura de Alabardas não [só] como romance, mas como manifesto. Tal possibilidade alicerça-se no caráter polissêmico dos paratextos editoriais, que proporcionam novas perspectivas de leitura e interferem na produção de sentidos quando da leitura do texto, bem como na concepção de editor enquanto adaptador, considerando um dos conceitos de adaptação abordados por Linda Hutcheon (2013).

Biografia do Autor

Bianca Rosina Mattia, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Direito pela Universidade de Passo Fundo (UPF, 2008). Especialização na modalidade Formação para o Magistério Superior em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI, 2010). Especialização em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Anhanguera-Uniderp (2013). Atualmente é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com bolsa CNPq e graduanda no Curso de Letras-Português pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Integra o quadro de estudantes do Núcleo de Literatura Brasileira Atual - Estudos Feministas e Pós-Coloniais de Narrativas da Contemporaneidade (LITERATUAL/UFSC). Compõe a Comissão Editorial da Revista Anuário de Literatura, periódico vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Literatura da UFSC.

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Publicado

2016-12-06

Como Citar

MATTIA, B. R. Os paratextos editoriais em “Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas”, o romance inacabado de José Saramago. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 21, n. 2, p. 178-192, 2016. DOI: 10.5007/2175-7917.2016v21n2p178. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2016v21n2p178. Acesso em: 23 abr. 2021.

Edição

Seção

Artigos