A eterna distopia indígena: uma análise das obras A morte e o meteoro e O som do rugido da onça

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2026.e110412

Palavras-chave:

literatura brasileira contemporânea, povos indígenas, Joca Reiners Terron, Micheliny Verunschk

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar as obras A Morte e o Meteoro de Joca Reiners Terron e O Som do Rugido da Onça de Micheliny Verunschk, destacando-as como exemplos significativos da literatura brasileira contemporânea que se propõem a dar voz a grupos historicamente silenciados. Esse estudo explora as obras separadamente e também comparativamente, considerando suas semelhanças narrativas e temáticas, a fim de demonstrar como ambas constroem relatos trágicos que se relacionam com a realidade dos povos indígenas. Ao transitarem por diferentes temporalidades, essas narrativas evidenciam como a violência, o desrespeito e o apagamento cultural e histórico se perpetuam na realidade indígena desde o primeiro contato com os colonizadores, fazendo com que esses povos vivenciem uma “eterna distopia”. Com isso, também pretende-se discutir a relevância dessas obras para repensar a maneira deturpada que a história dos povos originários costuma ser contada. Para realizar essa análise, as principais referências estão contidas nas próprias obras literárias e nas reflexões de Ailton Krenak sobre a realidade dos povos originários no Brasil.

Biografia do Autor

Caroline Blank Mesquita, Universidade Federal de Pelotas

Mestranda em Letras pela Universidade Federal de Pelotas, na área de concentração Literatura, Cultura e Tradução (2024-2026). Possui graduação em Licenciatura em Letras Português e Inglês também pela Universidade Federal de Pelotas (2019-2024).

Eduardo Marks de Marques, Universidade Federal de Pelotas

Professor Titular da Universidade Federal de Pelotas e Bolsista de Produtividade em Pesquisa (CNPq).

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Publicado

16.09.2026

Como Citar

MESQUITA, Caroline Blank; MARQUES, Eduardo Marks de. A eterna distopia indígena: uma análise das obras A morte e o meteoro e O som do rugido da onça. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 31, p. 01–19, 2026. DOI: 10.5007/2175-7917.2026.e110412. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/110412. Acesso em: 21 set. 2026.

Edição

Seção

Dossiê “Representações de indígenas e afro-brasileiros(as) na literatura contemporânea"