A eterna distopia indígena: uma análise das obras A morte e o meteoro e O som do rugido da onça
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-7917.2026.e110412Palavras-chave:
literatura brasileira contemporânea, povos indígenas, Joca Reiners Terron, Micheliny VerunschkResumo
O presente artigo tem como objetivo analisar as obras A Morte e o Meteoro de Joca Reiners Terron e O Som do Rugido da Onça de Micheliny Verunschk, destacando-as como exemplos significativos da literatura brasileira contemporânea que se propõem a dar voz a grupos historicamente silenciados. Esse estudo explora as obras separadamente e também comparativamente, considerando suas semelhanças narrativas e temáticas, a fim de demonstrar como ambas constroem relatos trágicos que se relacionam com a realidade dos povos indígenas. Ao transitarem por diferentes temporalidades, essas narrativas evidenciam como a violência, o desrespeito e o apagamento cultural e histórico se perpetuam na realidade indígena desde o primeiro contato com os colonizadores, fazendo com que esses povos vivenciem uma “eterna distopia”. Com isso, também pretende-se discutir a relevância dessas obras para repensar a maneira deturpada que a história dos povos originários costuma ser contada. Para realizar essa análise, as principais referências estão contidas nas próprias obras literárias e nas reflexões de Ailton Krenak sobre a realidade dos povos originários no Brasil.
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