Potencialidades e obstáculos à construção de territórios sustentáveis no estado de santa catarina
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-7984.2009v8n14p335Resumo
Marcada pela valorização criativa e endógena dos recursos locais, a trajetória de desenvolvimento do estado de Santa Catarina combinou a riqueza embutida na herança cultural da colonização européia, as vantagens da pequena propriedade agrícola e a busca de flexibilidade face às pressões e oportunidades exercidas pela dinâmica do conjunto da economia brasileira. A pequena produção em todas as suas formas, a baixa intensidade das intervenções governamentais, o empreendedorismo coletivo e a valorização da produtividade do trabalho desempenharam um papel importante, relativamente aos demais estados brasileiros, nas ações coletivas voltadas para o desenvolvimento local. Todavia, já no início dos anos 1980 essa trajetória começou a apresentar sinais de esgotamento, exigindo uma avaliação criteriosa e atualizada (i) dos limites daquilo que passou a ser conhecido como o modelo catarinense de desenvolvimento e, por implicação, (ii) dos espaços de manobra que vêm sendo abertos, no bojo do atual cenário de globalização econômica e cultural, para a definição de políticas públicas alternativas, inspiradas nos princípios do desenvolvimento territorial sustentável. Este artigo vai ao encontro dessa demanda, sintetizando os resultados parciais alcançados por um projeto de pesquisa franco-brasileira apoiado pelo Acordo CAPESCOFECUB. O texto oferece subsídios exploratórios para o entendimento dos desafios que cercam a definição de um novo estilo de desenvolvimento para o estado. Além disso, identifica um leque de iniciativas emergentes que poderiam servir como pontos de referência para o planejamento de territórios rurais sustentáveis nos próximos anos.
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