O controle de mercado através da eco-eficiência e do eco-consumo: uma análise a partir dos supermercados
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-7984.2009v8n15p173Resumo
Neste artigo discutimos inicialmente a mudança do papel dos supermercados no sistema alimentar, que tem iniciado o que alguns autores consideram ser a sua terceira fase. Entre as diversas transformações envolvidas nesse processo destacaremos duas: a) o papel dos supermercados na conversão de consumidores em consumidores orgânicos e b) as estratégias do setor supermercadista na gestão e construção sustentável. A sustentabilidade tem passado a ser uma bandeira cada vez mais central nas estratégias do setor de supermercados, algo obviamente possível devido à imprecisão do conceito. Nossa análise se apóia fundamentalmente na teoria da modernização ecológica e de forma secundária na nova sociologia econômica dos objetos de mercado. A partir deste referencial teórico ilustramos as tendências no setor varejista nos fluxos de mercado globalizados e a influência da ação de organizações não-governamentais e grupos de consumidores. Finalmente, mostramos o mosaico complexo de tendências do setor, que exige uma perspectiva não essencialista ou dicotômica para entender como as dinâmicas e demandas ambientais passam a fazer parte não só do discurso, mas de práticas influentes destes atores econômicos poderosos e que podem passar a ter conseqüências não-premeditadas nas relações entre produção e consumo nas novas regras da globalização dos mercados.
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