Democracia, cidadania e a questão do pluralismo
DOI:
https://doi.org/10.5007/%25xResumo
Este artigo defende a tese de que, ao contrário do que se afirma freqüentemente, uma democracia plenamente realizada não é uma sociedade pacificada, onde o consenso tenha sido estabelecido em torno de uma única interpretação de valores comuns partilhados. A autora examina os limites de alguns modelos atuais da teoria política democrática e aponta as premissas equivocadas da política da “terceira via”. Contra aqueles que afirmam que o modelo adversarial de política tornou-se obsoleto e que nos dias de hoje deveríamos estar pensando “para além da esquerda e da direita”, visando o consenso racional, ela apresenta um entendimento “agonístico” da democracia, que reconhece a inerradicabilidade do antagonismo e o papel crucial desempenhado pela categoria de “adversário” em mobilizar as paixões políticas para fins democráticos. O artigo conclui com uma crítica ao modelo da democracia cosmopolita, propondo uma ordem mundial pluralista e multipolar.Downloads
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