Uma exposição crítica das críticas de Bertrand Russell ao pragmatismo
DOI:
https://doi.org/10.5007/1808-1711.2025.e103440Palabras clave:
Russell, James, Pragmatismo, Verdade, Conhecimento, AçãoResumen
O objetivo do presente trabalho é realizar uma exposição crítica do texto “Pragmatism” de Bertrand Russell, no qual este dirige severas críticas à filosofia de William James e Ferdinand C. S. Schiller. Para a concretização desse objetivo, parece ser importante contextualizar as ideias de Russell no período em que o referido texto foi produzido. Além disso, talvez seja interessante realizar uma cuidadosa diferenciação entre os tipos de ideias propostas por Russell e o conjunto das perspectivas dos autores pragmáticos que o filósofo inglês cita mais vezes no ensaio em questão. Considerando-se essa situação, o presente artigo será dividido em três breves seções. A primeira apresentará informações básicas sobre o texto e o estado da arte acerca da relação entre Russell e o pragmatismo, de forma a caracterizar mui brevemente a “virada pragmática” do autor. A segunda abordará o pensamento de Russell tal qual expresso nos trabalhos produzidos entre 1907 e 1911. O principal objetivo dessa incursão será tentar, ainda que de maneira aproximada e hipotética, delinear a forma como o Russell que escreveu “Pragmatism” entendia noções chave como “juízo”, “verdade”, conhecimento por acquaintance e conhecimento por descrição. Isso permitirá resgatar alguns conceitos do pensamento pragmatista e apontar, desde o início, as divergências entre este último e a filosofia de Russell. A terceira seção, por sua vez, buscará confrontar mais direta e criticamente o texto objeto deste trabalho.
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