Análise da fadiga dos músculos paraespinhais em indivíduos saudáveis na posição sentada

Autores

  • Marcio Massao Kawano Universidade Estadual de Londrina. Londrina, PR. Brasil
  • Maryela de Oliveira Menacho Universidade Estadual de Londrina
  • Beatriz Ito Ramos Oliveira
  • Marcela Carrilho Boer
  • Roger Burgo Souza
  • Jefferson Rosa Cardoso Universidade Estadual de Londrina

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2009v11n1p30

Palavras-chave:

Eletromiografia, Análise Espectral, Fadiga, Biomecânica, Região Lombossacral, Electromyography, Spectrum Analysis, Muscle Fatigue, Biomechanics, Lumbosacral Region.

Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar os parâmetros de freqüência e amplitude da eletromiografia de superfície durante a fadiga dos músculos paraespinhais em indivíduos saudáveis na posição sentada. Participaram do estudo 11 indivíduos do gênero masculino, saudáveis e livres de sintomas de dor lombar. Um eletromiógrafo de superfície foi utilizado para obtenção dos parâmetros eletromiográficos. Foram posicionados quatro eletrodos lateralmente aos processos espinhosos da primeira e quinta vértebras lombares. Os sinais foram registrados mediante a extensão de tronco na posição sentada contra a resistência de uma célula de carga. Foram utilizadas as cargas de 50% e 75% da contração isométrica voluntária máxima, por 25 segundos, para induzir os sujeitos à fadiga muscular. Os sinais eletromiográficos processados pelo algoritmo da Transformada Rápida de Fourier e pela raiz quadrática média foram submetidos à regressão linear para se determinar o índice de fadiga. A freqüência mediana do espectro de potência apresentou valores negativos, assim como a amplitude eletromiográfica valores positivos, o que representa a fadiga muscular. Quando se comparou a altura e o lado, bem como as duas cargas, não foram observadas diferenças estatisticamente significante (P > 0,05). Na posição sentada, é possível obter uma melhor fixação da pelve, além de reproduzir uma posição usual das atividades ocupacionais. O protocolo utilizado não causou dor nos sujeitos. Apesar de todos os indivíduos apresentarem fadiga, não houve diferença quanto às regiões da coluna lombar. Sugere-se a utilização da freqüência mediana e da raiz quadrática média concomitante nos estudos de fadiga.

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Publicado

2009-01-01

Edição

Seção

Artigos Originais