Ausência de desgaste agudo da musculatura esquelética e cardíaca em atletas amadores de triathlon
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2009v11n1p37Resumo
A creatina quinase (CK) e a sua fração músculo-cérebro (CK MB) podem estar ligadas a danos no tecido muscular e cardíaco, respectivamente, como conseqüência de exercícios prolongados e intensos. O estudo teve como objetivo verificar se a variação aguda da CK e da CK MB reflete algum risco de desgaste acentuado para a musculatura esquelética e cardíaca, de atletas amadores, após o Ironman 70.3. A amostra foi composta por dez atletas voluntários, masculinos (idade= 34,0 ± 9,2 anos). A amostra de sangue venoso (2mL) foi coletada antes e após o Ironman 70.3. Os voluntários completaram o percurso em 5h20min à 6h. A CK e a CK MB foram analisadas pelo método enzimático, usando reagentes Wienner lab?, em um espectrofotômetro automático (Targa bt 3000?). O teste não paramétrico de Wilcoxon indicou diferenças significativas (p <0,05) entre os períodos pré e pós competição nas variáveis estudadas. Os valores médios foram: CK= 112,23 ± 34,9U/L e 458,0 ± 204,9U/L (?%= 418,2); CK MB= 7,4 ± 2,6U/L e 10,8 ± 3,9U/L (?%= 153,3), respectivamente, para pré e pós. A variação relativa da CK MB em relação à CK, pré (6,9%) e pós competição (2,5%), indicou que este não é um fator tão preocupante durante o exercício extenuante de longa duração, como o Ironman 70.3. Conclui-se que a concentração aguda de CK, logo após o término do exercício extenuante de longa duração, indicou desgaste da musculatura esquelética, porém considerado normal para atletas. Quanto à CK MB, o desgaste da musculatura cardíaca foi inexistente.
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Copyright (c) 2009 Maria Fátima Glaner, William Alves Lima, Luiz Carlos C. Jovita

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