Estudo comparativo das variáveis antropométricas em bailarinas clássicas e jogadoras de voleibol

Autores

  • Viviane Bortoluzzi Frasson Pontific Catholic University of Rio Grande do Sul. Physical Therapy Course, Porto Alegre, RS. Brazil.
  • Fernando Diefenthaeler Federal University of Rio Grande do Sul. Faculty of Physical Education. Porto Alegre, RS. Brazil.
  • Marco Aurélio Vaz Federal University of Rio Grande do Sul. Faculty of Physical Education. Porto Alegre, RS. Brazil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2009v11n1p8

Palavras-chave:

Ballet dancers, Volleyball players, Bioimpedance, Anthropometric, Bailarinas, Jogadoras de voleibol, Bioimpedância, Variáveis antropométricas.

Resumo

O objetivo do presente estudo foi comparar medidas antropométricas (massa corporal, estatura e percentual de gordura) e a amplitude de movimento (ADM) de dorsiflexão e plantiflexão entre três diferentes grupos: bailarinas clássicas (n=14), jogadoras de voleibol (n=22) e mulheres fisicamente ativas (n=13). Assumiu-se que diferentes demandas funcionais deveriam produzir alterações nas medidas antropométricas e de ADM entre os três grupos. A massa corporal e a estatura foram maiores nas atletas de voleibol (66,42 ± 5,8 kg; 174,77 ± 5,6 cm), seguidas das mulheres fisicamente ativas (59,93 ± 10,3 kg; 164 ± 7,5 cm) e das bailarinas clássicas (49,25 ± 4,5 kg; 157,03 ± 3,6 cm), respectivamente (p<0,05). O percentual de gordura foi maior nas mulheres ativas (30,67 ± 4,6%) quando comparadas aos outros dois grupos, que foram semelhantes entre si (jogadoras de voleibol = 24,93 ± 4,1%; bailarinas = 21,94 ± 4,3%, respectivamente). Os três grupos apresentaram semelhante ADM entre os lados direito e esquerdo e para a amplitude de movimento ativa de dorsiflexão. Entretanto, para a plantiflexão a amplitude de movimento ativa foi maior nas bailarinas (~83°), seguidas das mulheres fisicamente ativas (~68°) e, por fim, pelas jogadoras de voleibol que apresentaram a menor amplitude de flexão plantar (~60°). As diferentes demandas impostas pelas três distintas atividades parecem ser responsáveis pelas mudanças em algumas variáveis antropométricas e na ADM da articulação do tornozelo.

Biografia do Autor

Fernando Diefenthaeler, Federal University of Rio Grande do Sul. Faculty of Physical Education. Porto Alegre, RS. Brazil.

Graduado em Educação Física pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1997), especialista em Fisiologia do Exercício (2001) e mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004). Atualmente é doutorando e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Cinesiologia, Biomecânica e Fisiologia atuando principalmente nos seguintes temas: fadiga, ciclismo, treinamento, biomecânica, EMG e dinamometria.

Publicado

2009-01-01

Edição

Seção

Artigos Originais