Pregas cutâneas vs impedância bioelétrica na avaliação da composição corporal de atletas: uma revisão crítica

Autores

  • Rafael Deminice Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP. Brasil.
  • Flavia Troncon Rosa Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2009v11n3p334

Palavras-chave:

Composição corporal, Pregas cutâneas, Impedância elétrica, Atletas, Body composition, Skinfold thickness, Electric impedance, Athletes

Resumo

A composição corporal é fator determinante no desempenho esportivo em diversas modalidades, sendo necessária a utilização de instrumentos seguros, práticos e válidos para determinar a composição corporal e identificar as modificações que ocorrem no decorrer da temporada de treinamento. Com isso, o objetivo do presente estudo foi, através de uma revisão crítica, comparar estudos que avaliaram as técnicas de pregas cutâneas e impedância bioelétrica para estimar a composição corporal de atletas. Foram revisados estudos publicados de 1990 a 2007, identificados “on line” através dos bancos de dados PubMed, SportDiscus e Scielo. Para qualificar os estudos, sete elementos críticos foram avaliados: número de participantes, nível dos atletas estudados, métodos estatísticos empregados, uso de diferentes equações, controle dos testes, controle da amostra e método de referência. Como ferramenta na avaliação da composição corporal de atletas, IB e PC apresentam muitas vantagens em relação a outros métodos, principalmente, quanto à facilidade de aplicação, por ser um método não invasivo de determinação e de preço razoavelmente barato. A exatidão e confiança de resultados obtidos por esses métodos são altamente dependentes das condições do teste, das equações selecionadas e das características do grupo a ser avaliado (modalidade desportiva, gênero, idade e nível competitivo dos atletas). A técnica de PC parece mais confiável quando comparada com IB para estimar a composição corporal em atletas, principalmente, por existirem equações específicas para diferentes modalidades e situações, e pela falta de sensibilidade do método de IB às pequenas mudanças na composição corporal que ocorrem durante a temporada de treinamento.

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Publicado

2009-01-01

Edição

Seção

Artigos de Revisão