Pregas cutâneas vs impedância bioelétrica na avaliação da composição corporal de atletas: uma revisão crítica
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2009v11n3p334Resumo
A composição corporal é fator determinante no desempenho esportivo em diversas modalidades, sendo necessária a utilização de instrumentos seguros, práticos e válidos para determinar a composição corporal e identificar as modificações que ocorrem no decorrer da temporada de treinamento. Com isso, o objetivo do presente estudo foi, através de uma revisão crítica, comparar estudos que avaliaram as técnicas de pregas cutâneas e impedância bioelétrica para estimar a composição corporal de atletas. Foram revisados estudos publicados de 1990 a 2007, identificados “on line” através dos bancos de dados PubMed, SportDiscus e Scielo. Para qualificar os estudos, sete elementos críticos foram avaliados: número de participantes, nível dos atletas estudados, métodos estatísticos empregados, uso de diferentes equações, controle dos testes, controle da amostra e método de referência. Como ferramenta na avaliação da composição corporal de atletas, IB e PC apresentam muitas vantagens em relação a outros métodos, principalmente, quanto à facilidade de aplicação, por ser um método não invasivo de determinação e de preço razoavelmente barato. A exatidão e confiança de resultados obtidos por esses métodos são altamente dependentes das condições do teste, das equações selecionadas e das características do grupo a ser avaliado (modalidade desportiva, gênero, idade e nível competitivo dos atletas). A técnica de PC parece mais confiável quando comparada com IB para estimar a composição corporal em atletas, principalmente, por existirem equações específicas para diferentes modalidades e situações, e pela falta de sensibilidade do método de IB às pequenas mudanças na composição corporal que ocorrem durante a temporada de treinamento.
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Copyright (c) 2009 Rafael Deminice, Flavia Troncon Rosa

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