Efeitos dos hormônios anabólicos sobre a estrutura, metabolismo e função do músculo esquelético

Autores

  • Flávio de Oliveira Pires Universidade de São Paulo. Departamento de Esporte. São Paulo, SP. Brasil.
  • Adriano Eduardo Lima Silva Universidade Federal de Alagoas. Centro de Educação. Maceió, AL. Brasil.
  • Valmor Tricoli Universidade de São Paulo. Departamento de Esporte. São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2009v11n3p350

Resumo

Este estudo revisou evidências acerca dos efeitos do uso de hormônios anabólicos nos ganhos de força e hipertrofia muscular, abordando os aspectos estruturais, metabólicos e funcionais pelos quais estes hormônios podem potencializar o ganho de força. Atenção especial foi dada ao efeito da dosagem. Foram selecionados estudos por critério de relevância, publicados nos últimos 15 anos, acessados pela base Pubmed. A administração de testosterona (TE) em doses elevadas (~600 mg/semana) potencializa os efeitos do treinamento de força (TF), promovendo aumento na massa muscular magra, na área de secção transversa das fibras do tipo IIA e IIB, e no número de mionúcleos. Interconversão entre as isoformas da MHC não são evidentes. A interação entre administração de TE e TF também parece modificar algumas vias metabólicas, elevando a síntese protéica, os estoques musculares de ATP-CP e glicogênio, com maior mobilização de gordura. Modificações nas concentrações de 17-Estradiol, ou nas relações ACTH-Cortisol e insulina-glucagon, parecem estar envolvidas nestas alterações metabólicas. Com relação ao desempenho físico, a administração de TE pode aumentar os ganhos em força entre 5% e 20%, com variações dependentes da dosagem. De outro lado, a ação do hormônio de crescimento (GH) sobre os aspectos estruturais e funcionais é pouco evidente, e seus efeitos recaem mais sobre os aspectos metabólicos. Estudos com maior controle experimental são necessários para a determinação mais ampla dos efeitos dos hormônios anabólicos sobre aspectos estruturais, metabólicos ou funcionais, em humanos.

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Publicado

2009-01-01

Edição

Seção

Artigos de Revisão