Efeito de diferentes frequências semanais de treinamento sobre parâmetros de estresse oxidativo

Autores

  • Camila Baumer Tromm Universidade do Extremo Sul Catarinense. Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde. Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício. Criciúma, SC. Brasil
  • Guilherme Laurentina da Rosa Universidade do Extremo Sul Catarinense. Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde. Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício. Criciúma, SC. Brasil
  • Karoliny Bom Universidade do Extremo Sul Catarinense. Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde. Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício. Criciúma, SC. Brasil
  • Izadora Mariano Universidade do Extremo Sul Catarinense. Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde. Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício. Criciúma, SC. Brasil
  • Bruna Pozzi Universidade do Extremo Sul Catarinense. Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde. Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício. Criciúma, SC. Brasil
  • Talita Tuon Universidade do Extremo Sul Catarinense. Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde. Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício. Criciúma, SC. Brasil
  • Luciano Acordi da Silva Universidade do Extremo Sul Catarinense. Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde. Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício. Criciúma, SC. Brasil
  • Ricardo Aurino Pinho Universidade do Extremo Sul Catarinense. Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde. Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício. Criciúma, SC. Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2012v14n1p52

Palavras-chave:

Exercício físico, Estresse oxidativo, Antioxidantes

Resumo

Durante a contração muscular intensa induzida pelo exercício físico, há aumento na produção de espécies reativas de oxigênio, ocasionando estresse oxidativo em diversos órgãos, dentre eles o fígado e o coração. O treinamento físico pode aumentar as defesas antioxidantes e diminuir o estresse oxidativo. Contudo, ainda existem dúvidas sobre a frequência de treinamento necessária para melhorar parâmetros de estresse oxidativo. Este trabalho tem como objetivo verificar o efeito das frequências de duas e três vezes de exercício por semana sobre biomarcadores de estresse oxidativo no fígado e coração. Foram utilizados 18 camundongos machos (CF1), jovens (30 a 35g) divididos em grupos (n=6/grupo): não treinado (NT); treinado duas vezes por semana (T2) e treinado três vezes por semana (T3). Os animais foram submetidos ao treinamento durante oito semanas. Quarenta e oito horas após a última sessão os animais foram sacrificados. O fígado e o coração foram removidos e armazenados em freezer – 70ºC. Foram analisadas as substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico, carbonilação de proteínas, conteúdo total de tióis, atividades da superóxido dismutase , catalase e glutationa peroxidase. Os resultados demonstraram que apenas o grupo T3 reduziu dano oxidativo. Ademais, houve aumento no conteúdo total de tióis, atividades da superóxido dismutase e catalase no mesmo grupo em comparação com o não treinado. A atividade da glutationa peroxidase não apresentou diferença significativa entre os grupos. Este estudo demonstrou que somente a frequência de treinamento de três vezes por semana reduz dano oxidativo e aumenta a eficiência do sistema enzimático antioxidante de camundongos.

Publicado

2011-12-27

Edição

Seção

Artigos Originais