Quantificação da carga de treinamento através do método percepção subjetiva do esforço da sessão e desempenho no futsal

Autores

  • Victor Hugo Freitas Universidade Federal de Juiz de Fora. Faculdade de Educação Física e Desportos. Núcleo de Pesquisa Sobre Controle da Carga de Treinamento. Juiz de Fora, MG. Brasil.
  • Bernardo Miloski Universidade Federal de Juiz de Fora. Faculdade de Educação Física e Desportos. Núcleo de Pesquisa Sobre Controle da Carga de Treinamento. Juiz de Fora, MG. Brasil.
  • Maurício Gattas Bara Filho Universidade Federal de Juiz de Fora. Faculdade de Educação Física e Desportos. Núcleo de Pesquisa Sobre Controle da Carga de Treinamento. Juiz de Fora, MG. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2012v14n1p73

Palavras-chave:

Desempenho, Educação física e treinamento, Esportes, Estresse fisiológico,

Resumo

No futsal, há carência de estudos que apresentem a quantificação da carga de treinamento (CT), utilizando o método Percepção Subjetiva do Esforço da sessão (PSE), com as respostas de desempenho dos atletas. O estudo teve como objetivos: descrever o comportamento da carga de treinamento utilizando o método PSE da sessão e analisar o desempenho de atletas de futsal durante o período de preparação, bem como verificar a relação entre carga de treinamento e desempenho. Doze atletas de futsal do sexo masculino, com idade de 24,92 ± 5,20 anos, peso 73,42 ± 5,70 kg, altura 175,83 ± 5,05 cm, foram submetidos a 14 semanas de treinamento, nas quais a carga de treinamento foi quantificada através do método PSE da sessão. Avaliaram-se volume máximo de oxigênio (VO₂max), velocidade, agilidade e impulsão vertical (IV) antes e após o período de preparação, e avaliou-se a IV antes e em todas as semanas de treinamento. Utilizando teste de Wilcoxon, observaram-se melhora do VO₂máx (p=0,004), IV (p=0,003), velocidade (p=0,003) e agilidade (p=0,002) após o período de preparação, e utilizando ANOVA para medidas repetidas com post-hoc de Tukey, observou-se maior CT no primeiro mesociclo, comparado com os demais e maior CT no segundo mesociclo, comparado com o terceiro. Não foi encontrada relação entre IV e CT. Pode-se concluir que o método PSE da sessão permitiu a descrição eficaz da CT e do desempenho no futsal com diminuição progressiva da CT ao longo do treinamento e melhora no rendimento dos atletas. Não houve correlação entre CT e desempenho.

 

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Publicado

2011-12-27

Edição

Seção

Artigos Originais