Índice de aptidão funcional geral e sintomas depressivos em idosos

Autores

  • Danielle Ledur Antes Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Núcleo de Cineantropometria e Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.
  • Luana Callegaro Rossato Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Núcleo de Atividade Física e Saúde. Florianópolis, SC. Brasil
  • Artur Gomes Souza Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Núcleo de Cineantropometria e Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.
  • Tânia Bertoldo Benedetti Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Núcleo de Cineantropometria e Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.
  • Grasiely Faccin Borges Universidade Federal do Amazonas. Manaus, AM. Brasil.
  • Giovana Zarpellon Mazo Universidade do Estado de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde e do Esporte. Laboratório de Gerontologia. Florianópolis, SC. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2012v14n2p125

Palavras-chave:

Aptidão física, Depressão, Exercício, Idoso

Resumo

A depressão é considerada o problema de saúde mental mais comum na população idosa. Estudos têm demonstrado que a prática regular de atividades físicas pode reduzir os sintomas depressivos em idosos, proporcionando efeitos clínicos imediatos. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi verificar a associação entre a presença de sintomas depressivos e o Índice de Aptidão Funcional Geral (IAFG) em idosos praticantes de exercícios físicos. Aplicou-se a Escala de Depressão Geriátrica de Yesavage (GDS-15) para verificar a presença de sintomas depressivos e a bateria de testes físicos da AAHPERD (American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance), para obter o IAFG. Utilizaram-se a estatística descritiva e a correlação de Pearson, com nível de 95% de confiança. A população foi composta por 146 idosos, participantes do Programa Floripa Ativa - Fase B, sendo a amostra constituída de 77 idosos com média de 67,9 (DP 5,7) anos de idade. Dentre os avaliados, 13 apresentaram sintomas de depressão e 33 se enquadraram com IAFG regular. Encontrou-se uma correlação negativa (r= -0,307) esignificante (p=0,007) entre o IAFG e a GDS. Esse fato demonstra uma relação inversamente proporcional, ou seja, idosos com melhor IAFG apresentaram menor incidência de sintomas depressivos. Considerando que o valor do IAFG é obtido por meio de testes físicos, sugere-se que, para o grupo estudado, a prática de exercícios físicos pode ter contribuído para atenuar os sintomas depressivos.

Biografia do Autor

Danielle Ledur Antes, Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Núcleo de Cineantropometria e Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.

Graduada em Educação Física, pela Universidade Federal de Santa Maria, especialista em Atividade Física, desempenho motor e saúde pela mesma instituição supra citada, e mestre em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Publicado

2012-02-14

Edição

Seção

Artigos Originais