O efeito das substituições realizadas no segundo tempo da partida na intensidade de jogo de futebol

Autores

  • Daniel Barbosa Coelho Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Belo Horizonte, MG. Brasil.
  • Leonardo Gomes Coelho Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus Timóteo. Timóteo, MG. Brasil.
  • Rodrigo Figueiredo Morandi Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Belo Horizonte, MG. Brasil.
  • João Batista Ferreira-Júnior Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro. Uberaba, MG. Brasil
  • João Carlos Bouzas Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, MG. Brasil.
  • Luciano Sales Prado Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Belo Horizonte, MG. Brasil.
  • Danusa Dias Soares Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Belo Horizonte, MG. Brasil.
  • Emerson Silami-Garcia Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Belo Horizonte, MG. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2012v14n2p183

Palavras-chave:

Esportes, Frequência cardíaca, Futebol .

Resumo

A maioria das partidas de futebol é conduzida por treinadores que realizam todas as substituições de jogadores permitidas. Dessa maneira, torna-se de extrema importância o estudo destas substituições e sua influência na intensidade de esforço dos atletas. Há de se mencionar, ainda, que não há nenhum estudo na literatura que tenha investigado sobre esse tópico utilizando a frequência cardíaca (FC) como um parâmetro de intensidade. O objetivo deste estudo foi comparar a intensidade de esforço (IE) dos jogadores de futebol nas situações: 1) primeiro tempo (PT-IE); 2) segundo tempo (ST-IE); 3) segundo tempo com substituições (STS-IE). Quarenta e cinco atletas de futebol do sexo masculino (18.5 ± 1.2 anos, 74.25 ± 5.79 kg, 182.6 ± 8.55 cm, 9.56 ± 2.47 %G, 56.3 ± 4.3 mLO2/kg/min) participaram do estudo durante 29 jogos oficiais. IE foi considerada como a média da FC, expressa em percentual da FC máxima (%FCmax) de cada atleta e também de acordo com o tempo percorrido em cada zona de intensidade (Z) específica de acordo com o %FCmax (Z1<70%; Z2 70-85%; Z3 85-90%; Z4 90-95%; Z5 95-100%). IE no PT-IE (86.3 ± 3.3%FCmax) foi maior que no ST-IE (80.6 ± 4.4%FCmax) e que no STS-IE (83.6 ± 2.8 %FCmax). IE no STS-IE foi maior que no ST-IE (p<0,05). O tempo percorrido nas zonas de alta intensidade foi menor no ST-IE quando comparado com o PT-IE e maior no STS-IE quando comparado com o ST-IE (p<0,05). Conclui-se que a diminuição da IE no segundo tempo da partida de futebol foi atenuada com a realização de substituições e foi evidenciado um maior tempo de permanência em zonas de alta intensidade quando comparado com o ST-IE.

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Publicado

2012-02-14

Edição

Seção

Artigos Originais