Avaliação da capacidade aeróbia determinada por respostas sanguíneas e ventilatórias em quatro diferentes ergômetros.

Autores

  • Alessandro Moura Zagatto Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Faculdade de Ciências. Departamento de Educação Física. Bauru, SP. Brasil
  • Papoti Marcelo Universidade de São Paulo. Escola de Educação Física e Esporte. Laboratório de Fisiologia do Exercício. Ribeirão Preto, SP. Brasil.
  • Ivan Masselli dos Reis Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Aplicadas. Laboratório de Fisiologia Aplicada ao Esporte. Limeira. SP. Brasil
  • Wladimir Rafael Beck Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Aplicadas. Laboratório de Fisiologia Aplicada ao Esporte. Limeira. SP. Brasil
  • Claudio Alexandre Gobatto Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Aplicadas. Laboratório de Fisiologia Aplicada ao Esporte. Limeira. SP. Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2013v15n3p350

Palavras-chave:

Capacidade aeróbia, Ergometria, Lactato sanguíneo, Limiar anaeróbio.

Resumo

O objetivo do presente estudo foi comparar as intensidades do ponto de compensação respiratório (PCR), limiar anaeróbio de concentração fixa (OBLA3,5) e limiar anaeróbio de lactatode aumento abrupto lactacidêmico (LAnLAC) determinadas em diferentes ergômetros. Para isso, onze mesatenistas (19±1 anos) realizaram testes incrementais máximos no cicloergômetro, ergômetro de braço, esteira e em teste específico para o tênis de mesa. Durante esses esforços, foram mensuradas as repostas lactacidêmica e respiratória. Na análise intraergômetro, não foram encontradas diferenças significativas entre o PCR, LAnLAC e OBLA3,5 no ergômetro de braço (63,4±4,8W, 66,9±4,5W e 64,5±6,1W, respectivamente), esteira (11,4±0,4km.h-1,11,3±0,3km.h-1 e 11,1±0,3km.h-1, respectivamente) e teste específico (40,5±1,8 bolas.min-1, 42,6±3,6 bolas.min-1 e 42,8±5,6bolas. min-1, respectivamente); apenas no cicloergômetro foi verificado menor valor de OBLA3,5 (131,9±6,6W) em relação ao PCR (149,3±4,9W) e o LAnLAC (149,3±4,7W). No entanto, fortes e significativas correlações foram verificadas no teste específico entre todos esses métodos (r entre 0,83 a 0,95), entre o PCR eOBLA3,5 no ergômetro de braço (r=0,78) e entre OBLA3,5 e LAnLAC na esteira(r=0,76). Desse modo, podemos concluir que o PCR, OBLA3,5 e LAnLAC parecem corresponder ao mesmo fenômeno fisiológico, principalmente, no teste específico para o tênis de mesa.

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Publicado

2013-04-02

Edição

Seção

Artigos Originais