Perfil nosográfico de lesões desportivas no futebol segundo faixa etária

Autores

  • Karoline Pegoraro Silveira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Curso de Fisioterapia. Campo Grande, MS. Brasil
  • Vítor Hugo Santos Assunção Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Curso de Fisioterapia. Campo Grande, MS. Brasil
  • Nercílio Pereira Guimarães JR Fisioterapeuta do Clube Esportivo Nova Esperança. Campo Grande, MS. Brasil
  • Suzi Rosa Miziara-Barbosa Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Departamento de Fisioterapia. Campo Grande, MS. Brasil
  • Mara Lisiane Moraes Santos Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Curso de Fisioterapia. Campo Grande, MS. Brasil
  • Gustavo Christofoletti Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Departamento de Fisioterapia. Campo Grande, MS. Brasil
  • Rodrigo Luiz Carregaro Universidade de Brasília. Curso de Fisioterapia. Brasília, DF. Brasil
  • Silvio Assis Oliveira JR School of Physical Therapy, Federal University of Mato Grosso do Sul (UFMS)

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2013v15n4p476

Palavras-chave:

Lesão desportiva, Futebol, Idade

Resumo

O futebol é a modalidade desportiva mais popular no mundo e responde pelos principais índices de lesões desportivas (ld). O objetivo deste trabalho foi traçar operfil nosográfico de lesões músculo-esqueléticas típicas do futebol, relacionando-as com a faixa etária de desenvolvimento: infância, adolescência e adultez. A casuística contemplou 209 praticantes de futebol, procedentes das equipes de base profissionalizante e profissional de um clube desportivo da cidade de campo grande/ms. Os participantes foram distribuídos em quatro grupos etários: g1 (infância), g2 (infanto-juvenil), g3 (adolescentes) e g4 (adultos). Para a tomada de informações sobre lesões, utilizou-se de um inquérito de morbidade referida. No geral, 74 atletas relataram lesões, com registro de 92 ld. Quanto à natureza, 43,47% configuraram agravos musculares, seguidos por lesões articulares (34,78%) e tendíneas (14,13%), respectivamente (p<0,05). Os locais anatômicos predominantemente acometidos foram membros inferiores (91,3%). Como mecanismo de ld, o contato desportivo integrou quase metade dos casos (47,82%), seguidos pela técnica (20,65%) e corrida (19,56%). As situaçõesde treino consistiram na principal forma de ocorrência (74,3%) nos grupos g2 eg4; nos demais grupos, denotou-se um equilíbrio entre situações de treino ecompetição (p>0,05). A maior proporção de registros envolveu abordagem médico-terapêutica e retorno assintomático. As evidências comprovam um maior índice de lesões musculares e articulares por contato em membros inferiores, em praticantes de futebol, independente de faixa etária. Quanto à situação deocorrência, a prática de treino é a principal circunstância de origem de lesões em jovens e adultos.

Biografia do Autor

Karoline Pegoraro Silveira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Curso de Fisioterapia. Campo Grande, MS. Brasil

Aluna do curso de graduação em Fisioterapia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Vítor Hugo Santos Assunção, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Curso de Fisioterapia. Campo Grande, MS. Brasil

Aluno do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Nercílio Pereira Guimarães JR, Fisioterapeuta do Clube Esportivo Nova Esperança. Campo Grande, MS. Brasil

Fisioterapeuta de equipes de futebol do CENE, de Campo Grande/MS.

Suzi Rosa Miziara-Barbosa, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Departamento de Fisioterapia. Campo Grande, MS. Brasil

Professora Adjunta do curso de Fisioterapia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CCBS/UFMS).

Mara Lisiane Moraes Santos, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Curso de Fisioterapia. Campo Grande, MS. Brasil

Professora Adjunta do curso de Fisioterapia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CCBS/UFMS).

Gustavo Christofoletti, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Departamento de Fisioterapia. Campo Grande, MS. Brasil

Professor Adjunto do curso de Fisioterapia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CCBS/UFMS).

Rodrigo Luiz Carregaro, Universidade de Brasília. Curso de Fisioterapia. Brasília, DF. Brasil

Professor Adjunto do curso de Fisioterapia da Faculdade de Ceilândia, Universidade de Brasília (UnB).

Silvio Assis Oliveira JR, School of Physical Therapy, Federal University of Mato Grosso do Sul (UFMS)

Professor Adjunto do curso de Fisioterapia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde.Atua nas áreas de Medicina Desportiva, Ortopedia e Traumatologia e Fisiologia Cardiovascular.

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Publicado

2013-04-30

Edição

Seção

Artigos Originais