Efeitos crônicos do exercício resistido com contrações recíprocas no desempenho funcional e proprioceptivo de indivíduos jovens: ensaio controlado aleatório

Autores

  • Euler Alves Cardoso Universidade de Brasília
  • Martim Bottaro Universidade de Brasília
  • Pâmella Rodrigues Universidade de Brasília
  • Clarice Bacelar Rezende Universidade de Brasília
  • Thuany Fischer Universidade de Brasília
  • Jessica Mota Universidade de Brasília
  • Adailson Fernandes Universidade de Brasília
  • Rodrigo Luiz Carregaro Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2014v16n6p618

Palavras-chave:

Desempenho funcional, Exercício resistido, Fisioterapia, Força muscular, Joelho

Resumo

Estudos sugerem que benefícios do exercício resistido (ER) com pré-ativação da musculatura antagonista podem ser transferidos para atividades funcionais. No entanto, estudos crônicos utilizando a pré-ativação no desempenho neuromuscular e nas atividades funcionais são escassos. O estudo teve por objetivo comparar os efeitos de 12 sessões de ER com ações recíprocas e um modelo tradicional no desempenho funcional e proprioceptivo de indivíduos jovens. Quarenta e oito homens foram aleatorizados em 2 grupos: 1) treinamento recíproco (TRE, 3 séries; 10 repetições; flexão do joelho imediatamente seguida pela extensão do joelho); 2) treinamento tradicional (TRA, 3 séries; 10 repetições; extensão do joelho). As avaliações pré e pós foram caracterizadas por testes de equilíbrio, salto unipodal em distância (SUD) e corrida em formato de “8” (CR8). Aplicou-se uma ANOVA 2X2 de modelos mistos para analisar diferenças entre as condições pré e pós e entre os grupos. No equilíbrio global e anteroposterior, não foram encontradas diferenças significantes entre os grupos TRE e TRA (p>0,05). Do mesmo modo, não foram encontradas diferenças pós-treinamento. O equilíbrio mediolateral no membro dominante não demonstrou diferenças significantes pós-treinamento (p=0,94), mas o membro não dominante demonstrou diferença significante entres os grupos (p<0,01). No SUD, houve aumentos significantes pós-treinamento nos grupos (p<0,01), mas sem diferença entre ambos (p=0,90). A CR8 apresentou diferença entre grupos (p=0,03), com melhor tempo de corrida do TRA pós-treinamento. O ER gerou transferências para o equilíbrio e testes funcionais, e o treinamento com ações recíprocas apresentou melhores indicativos para o SUD e equilíbrio mediolateral do joelho.

Biografia do Autor

Euler Alves Cardoso, Universidade de Brasília

Grupo de Pesquisa Avaliação e Intervenção em Fisioterapia. Brasília, DFl.

Martim Bottaro, Universidade de Brasília

Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Brasília, DF

Pâmella Rodrigues, Universidade de Brasília

Grupo de Pesquisa Avaliação e Intervenção em Fisioterapia. Brasília, DFl.

Clarice Bacelar Rezende, Universidade de Brasília

Grupo de Pesquisa Avaliação e Intervenção em Fisioterapia. Brasília, DFl.

Thuany Fischer, Universidade de Brasília

Grupo de Pesquisa Avaliação e Intervenção em Fisioterapia. Brasília, DFl.

Jessica Mota, Universidade de Brasília

Grupo de Pesquisa Avaliação e Intervenção em Fisioterapia. Brasília, DFl.

Adailson Fernandes, Universidade de Brasília

Grupo de Pesquisa Avaliação e Intervenção em Fisioterapia. Brasília, DFl.

Rodrigo Luiz Carregaro, Universidade de Brasília

Grupo de Pesquisa Avaliação e Intervenção em Fisioterapia. Brasília, DFl.

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Publicado

2014-10-30

Edição

Seção

Artigos Originais