Comportamento das respostas dos marcadores indiretos de dano muscular após uma competição de ciclismo de 130-km

Autores

  • Patrick Rodrigues Universidade Federal do Paraná
  • Renata Wassmansdorf Universidade Federal do Paraná
  • Fabiano Macedo Salgueirosa Universidade Positivo
  • Sara Gabellone Hernandez Universidade Federal do Paraná
  • Vitor Bertoli Nascimento Universidade Estadual de Londrina
  • Larissa Bobroff Daros Universidade Federal do Paraná
  • Lee Wharton Universidade de Tecnologia de Queensland
  • Raul Osiecki Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2016v18n3p322

Palavras-chave:

Ciclismo, Creatina quinase, L-Lactato eesidrogenase, Mialgia, Mioglobina, Recuperação de função fisiológica

Resumo

O objetivo do presente estudo foi identificar os efeitos de uma competição de ciclismo de 130-km nos índices de marcadores bioquímicos indiretos de dano muscular e na dor muscular durante um período de 72 horas de recuperação. Quinze ciclistas do sexo masculino que estavam em treinamento competitivo por mais de dois anos e que estavam em treinamento sistemático, pelo menos três dias por semana, foram submetidos à coleta de marcadores bioquímicos indireto de dano muscular (CK, LDH e Mioglobina) e dor muscular em cinco momentos distintos de coleta: antes, depois, 24, 48 e, 72 horas após uma competição de ciclismo. A CK e a LDH aumentaram imediatamente após a corrida (p < 0,001) e mantiveram-se elevadas durante as 72 horas de recuperação (CK: p < 0,05; LDH: p < 0,001). A Mioglobina aumentou logo após a competição (p < 0,001) e retornou aos valores basais 24 horas após (p < 0,05). A dor muscular aumentou logo após a competição (p < 0,001) e retornou aos valores basais após 48 horas de recuperação (p > 0,05). Uma competição de ciclismo de 130-km teve efeitos notáveis sobre os índices de marcadores bioquímicos indiretos de lesão muscular e dor muscular, indicando que um período de 72 horas de recuperação pode não ser o suficiente para ciclistas de longa distância, isto também reforça as proposições da literatura científica sobre a necessidade de um período de recuperação suficiente para os atletas de ciclismo de fundo.

Biografia do Autor

Patrick Rodrigues, Universidade Federal do Paraná

Departamento de Educação Física

Renata Wassmansdorf, Universidade Federal do Paraná

Departamento de Educação Física

Fabiano Macedo Salgueirosa, Universidade Positivo

Departamento de Educação Física

Sara Gabellone Hernandez, Universidade Federal do Paraná

Departamento de Educação Física

Vitor Bertoli Nascimento, Universidade Estadual de Londrina

Departamento de Educação Física

Larissa Bobroff Daros, Universidade Federal do Paraná

Departamento de Educação Física

Lee Wharton, Universidade de Tecnologia de Queensland

Faculdade de Saúde

Raul Osiecki, Universidade Federal do Paraná

Departamento de Educação Física

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Publicado

2016-07-14

Edição

Seção

Artigos Originais