Barreiras percebidas à prática de atividades físicas em escolares do ensino médio
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2016v18n5p567Resumo
Procurando entender o problema do declínio da atividade física (AF) entre os adolescentes, cresce a importância de se identificar quais as barreiras percebidas (BP) que podem reduzir a chance de envolvimento na prática de AF. Objetivou-se identificar as BP à prática de AF pelos escolares do Ensino Médio (EM) de uma escola pública federal. Participaram 348 escolares, de 14 a 19 anos, 46,8% do sexo feminino e 53,2% do sexo masculino. Para investigar as BP foi utilizado um instrumento composto por 12 afirmativas, validado para a população do estudo. Foi realizada análise dos resultados por estatística descritiva, teste de Kruskal Wallis para verificar a possível diferença das BP entre os anos de EM e Qui-quadrado para a diferença de proporções das barreiras. Ter muitas tarefas para fazer, a falta de tempo e as adversidades climáticas, foram as BP que receberam maiores frequências de respostas positivas. Não foi encontrada diferença na percepção das barreiras entre os anos de EM (masculino: p=0,44; feminino: p=0,23). As barreiras “não tenho como ir ou voltar” (p=0,04), “o clima dificulta” e “tenho preguiça” (p=0,02), “falta tempo” (p=0,01) e “em casa ninguém faz” (p=0,04) apresentaram diferença estatisticamente significativa entre os sexos. Ambos os sexos relataram barreiras semelhantes, porém, as meninas referiram um maior número de BP e com maiores frequências de respostas. A identificação de quais as BP que dificultam ou impedem a adoção de um estilo de vida fisicamente ativo, pode ser o início de soluções que minimizem os efeitos negativos destas.
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