Projeto Esporte Brasil: perfil da aptidão física relacionada ao desempenho esportivo de crianças e adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2016v18n6p658Resumo
O objetivo deste estudo é delinear o perfil da aptidão física relacionada ao desempenho esportivo de crianças e adolescentes brasileiros, estratificado por sexo. Trata-se de um estudo descritivo com corte transversal. As informações são provenientes do Projeto Esporte Brasil (PROESP-Br). A amostra é voluntária, constituída por 8.750 sujeitos avaliados no período entre 2013 e 2015 com idades entre 7 e 17 anos. Foram avaliadas: força de membros inferiores (FMI) através do teste de salto horizontal e superiores (FMS) através do arremesso de mediceball, velocidade através do teste corrida de 20 metros e agilidade através do teste quadrado. As variáveis foram classificadas com os critérios do PROESP-Br. Para o tratamento dos dados foram utilizadas médias, desvios padrão, frequências absolutas e relativas e intervalos de confiança. Os resultados dos meninos mostram que a categoria “fraco” teve a maior prevalência: FMI (40,2%), FMS (29,7%), velocidade (41,4%) e agilidade (37,5%). A categoria “excelente”, como era esperado, teve as menores prevalências FMI (3,7%), FMS (4,9%), velocidade (2,0%) e agilidade (3,5%). Os resultados das meninas foram semelhantes aos dos meninos, onde a categoria “fraco” teve a maior prevalência: FMI (43,7%), FMS (36,8%), velocidade (43,8%) e agilidade (41,0%). A categoria “excelente” também teve as menores prevalências FMI (4,2%), FMS (4,3%), velocidade (1,6%) e agilidade (3,1%). Os resultados indicam que a maioria das crianças e adolescentes brasileiros tem sua aptidão física relacionada ao desempenho esportivo fraco. Dentre as variáveis analisadas a FMI nas meninas e a velocidade nos meninos foram os componentes com resultados mais desfavoráveis.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor. Os autores concedem os direitos de primeira publicação à RBCDH, sendo a obra simultaneamente licenciada sob a Licença Creative Commons (CC BY) 4.0 Internacional.
Os autores estão autorizados a celebrar contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (por exemplo, publicação em repositório institucional, em site pessoal, publicação de tradução ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
