Tempo sentado acumulado como discriminador de sobrepeso, obesidade, obesidade abdominal e alterações lipídicas em universitárias de enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2017v19n1p40Resumo
Existem evidências de que o prolongado tempo sentado é um relevante fator de risco para agravos metabólicos e cardiovasculares. Objetivou-se identificar o poder discriminatório e propor pontos de corte do tempo sentado acumulado para sobrepeso, obesidade, obesidade abdominal e alterações lipídicas em estudantes universitárias de enfermagem. Estudo transversal realizado com 137 mulheres, estudantes de enfermagem de uma universidade pública em Salvador, Bahia, Brasil. Os dados foram obtidos pela aplicação de formulários específicos, avaliação laboratorial e antropométrica. O poder preditivo e os pontos de corte do tempo sentado para os desfechos de interesse foram identificados por meio das curvas Receiver Operating Characteristic (ROC). Utilizou-se intervalo de confiança a 95%. O tempo sentado durante a semana foi um bom discriminador da presença de obesidade abdominal: área sob a curva ROC (ACR) = 0.66 (0.57-0.75). Não foram observadas ACR com significância estatística para discriminar sobrepeso e obesidade total. O tempo sentado no final de semana não apresentou poder discriminatório para excesso de peso, obesidade ou obesidade abdominal. O tempo sentado durante ou no final de semana não discriminou as alterações lipídicas. Ficar sentado a partir de 8 horas acumuladas por dia, durante a semana, discrimina a presença de obesidade abdominal. O tempo sentado durante a semana de 8 horas acumuladas por dia discriminou a obesidade abdominal em universitárias de enfermagem. Sugere-se que as instituições de formação incorporem ações de incentivo a redução deste comportamento sedentário.
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