Comportamentos de risco para os transtornos alimentares em jovens atletas de voleibol: o estilo de liderança do treinador é um fator interveniente?
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2017v19n1p84Resumen
O objetivo da investigação foi analisar a influência do estilo de liderança do treinador sobre os comportamentos de risco para os transtornos alimentares (CRTA) em atletas de voleibol do sexo feminino. Trata-se de uma investigação com delineamento prospectivo (follow-up de 3 meses) desenvolvida com 73 atletas participantes do campeonato Pernambucano da categoria sub-17. Para avaliar os CRTA foi aplicado o Eating Attitudes Test. A fim de se avaliar a percepção do estilo de liderança do treinador, foram utilizadas as subescalas da versão percepção-atleta da Escala de Liderança no Desporto. Foram aferidas as dobras cutâneas triciptal e subescapular para a estimativa do percentual de gordura corporal. Os achados não revelaram influência da subescala “Treino-Instrução” sobre os CRTA (F(3, 70)=45,02; R²=0,12; p=0,34). A subescala “Suporte Social” demonstrou influência estatisticamente significante nos CRTA (F(4, 69)=59,77; R²=-0,16; p=0,02). Todavia, os resultados não indicaram relação estatisticamente significante da subescala “Reforço” com os CRTA (F(5, 68)=52,40; R²=0,13; p=0,17). Do mesmo modo, a subescala “Democrático” também não demonstrou influência sobre os CRTA (F(6, 67)=49,08; R²=0,10; p=0,21). Por fim, a subescala “Autrocrático” apontou influência sobre os CRTA (F(7, 66)=67,23; R²=0,18; p=0,01). Concluiu-se que o estilo de liderança do treinador (suporte social e autocrático) influenciou na adoção de CRTA em jovens atletas de voleibol do sexo feminino.
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