Alongamentos balístico ou estático evocam hipotensão pós-exercício depois de exercício máximo
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2017v19n4p416Resumo
Aquecimento é comumente utilizado para aumentar o desempenho e proteger contra lesões no esporte. No entanto, os efeitos de diferentes modalidades de aquecimento sobre o exercício máximo e subsequente período de recuperação não foram determinados. Este estudo objetivou avaliar o efeito de diferentes aquecimentos sobre o desempenho, pressão arterial e controle autonômico. Cinquenta e três sujeitos descansavam por 5 minutos e em seguida eram aleatoriamente alocados em um dos quatro grupos experimentais. Controle (CTR), aquecimento aeróbio (AER) e alongamentos estático (SST) ou balístico (BST). Imediatamente após o aquecimento eles efetuavam um teste máximo em bicicleta e descansavam por 30 minutos. A variabilidade da frequência cardíaca (HRV), pressão arterial sistólica (SBP) e diastólica (DBP) foram medidas durante todo o experimento. Análise estatística foi feita pelo two-way ANOVA e pós-teste de Bonferroni ou Dunnet quando apropriado. O Aquecimento não alterou a performance ou HRV (p > 0,05), todavia, quando comparadas entre grupos, SBP aumenta em BST contra todos os grupos após o aquecimento (p < 0,05) e diminui em SST e AER após teste máximo (p < 0,05).Quando comparadas aos valores basais SST aumenta SBP na recuperação, enquanto apenas AER e BST mostram hipotensão pós-exercício em 30 minutos (p < 0,05). Conclui-se que, apesar da falta de efeitos sobre o desempenho, AER e BST parecem melhorar, enquanto SST piora a recuperação de parâmetros cardiovasculares, através de um mecanismo autonômico-independente.
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