Validação de modelos antropométricos na estimação da massa isenta de gordura e osso apendicular em jovens atletas

Autores

  • Pedro Pugliesi Abdalla Universidade de São Paulo http://orcid.org/0000-0002-7490-9466
  • Analiza Mónica Silva Universidade de Lisboa
  • Anderson dos Santos Carvalho Universidade de São Paulo
  • Ana Claudia Rossini Venturini Universidade de São Paulo
  • Thiago Cândido Alves Universidade de São Paulo
  • André Pereira dos Santos Universidade de São Paulo
  • Dalmo Roberto Lopes Machado Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2017v19n5p505

Resumo

Ressonância magnética e tomografia computadorizada são referências para medir o tecido muscular (TM), porém apresentam custo elevado. A Absorciometria Radiológica de Dupla Energia (DXA) é segura, embora ainda dispendiosa, permite medir a Massa Isenta de Gordura e Osso apendicular (MIGOap), forte preditor do TM. Alternativamente, existem modelos antropométricos preditivos da MIGOap de atletas portugueses com baixo custo/risco, porém sem validação para outras populações. Objetivou-se validar modelos antropométricos portugueses preditivos da MIGOap em jovens atletas ou propor novos modelos, caso a validação falhe. A determinação da MIGOapDXA de 174 jovens atletas foi realizada por DXA. Dois modelos antropométricos (MIGOapmod1 e MIGOapmod2) de atletas portugueses foram testados para predizer MIGOap. Para validação o coeficiente de determinação, a diferença (viés) e a concordância entre valores medidos e preditos foram calculados. Finalmente, a associação entre média e diferença dos métodos foi calculada. A validação falhou, assim foram propostos novos modelos de regressão múltipla validados por estatística PRESS. Os modelos portugueses explicaram ~96% da variabilidade da MIGOapDXA. A diferença entre MIGOapmod1 e MIGOapDXA (-0,7kg) foi menor do que MIGOapmod2 (-2,3kg), com limites de concordância de 3,6 a -2,1 e de 6,1 a -1,5kg, respectivamente. Os novos modelos incluíram três equações preditivas para MIGOap. Somente MIGOapmod1 foi válido, todavia mostrou grande tendência a vieses, conforme magnitude dos valores de MIGOap. Os novos modelos propostos mostraram validade com maior concordância (r² PRESS = 0,98), menores erros de estimativa (EPEPRESS [kg] = 0,91) e valores preditos mais homogêneos para casos extremos. 

Biografia do Autor

Pedro Pugliesi Abdalla, Universidade de São Paulo

Universidade de São Paulo

Analiza Mónica Silva, Universidade de Lisboa

Universidade de Lisboa

Anderson dos Santos Carvalho, Universidade de São Paulo

Universidade de São Paulo

Ana Claudia Rossini Venturini, Universidade de São Paulo

Universidade de São Paulo

Thiago Cândido Alves, Universidade de São Paulo

Universidade de São Paulo

André Pereira dos Santos, Universidade de São Paulo

Universidade de São Paulo

Dalmo Roberto Lopes Machado, Universidade de São Paulo

Universidade de São Paulo

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Publicado

2017-12-08

Edição

Seção

Artigos Originais