Comparação de dois critérios de classificação de jogadores de futebol profissional da assimetria lateral de força dos membros inferiores
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2017v19n6p644Resumo
Estudos prospectivos têm indicado que avaliar a função muscular pelo teste isocinético na pré-temporada é capaz de identificar variáveis da força muscular que se associam a lesões nos músculos posteriores da coxa em jogadores de futebol, entretanto, os resultados são conflitantes e podem estar relacionados aos diferentes pontos de corte para categorização do atleta em assimétrico. Diante de resultados antagônicos, o presente estudo objetivou: i) Identificar o ponto de corte da assimetria lateral (AL) do intervalo de confiança de 95% para o pico de torque em jogadores de futebol, avaliado no teste isocinético, levando em consideração a média populacional; ii) Comparar a AL entre o valor de corte de 15%, proposto pela literatura, e o limite superior do intervalo de confiança de 95% (LS) da população estudada. 64 jogadores de futebol profissional realizaram cinco repetições máximas de flexão e extensão do joelho na velocidade de 60°/s com intervalo de um minuto entre repetições. Para determinação do ponto de corte da AL, utilizou-se o LS e para a concordância da informação diagnóstica entre os diferentes valores de corte foi aplicado o teste ?² de McNemar. A proporção entre simétricos e assimétricos não foi diferente entre os valores de corte de 15% e o populacional, tanto para os flexores do joelho (?² = 0.5; p = 0.250) quanto para os extensores do joelho (?² = 2.0; p = 0.125). Conclui-se que, o ponto de corte populacional proporciona uma classificação dos atletas de futebol profissional similar ao valor de 15% referenciado na literatura.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor. Os autores concedem os direitos de primeira publicação à RBCDH, sendo a obra simultaneamente licenciada sob a Licença Creative Commons (CC BY) 4.0 Internacional.
Os autores estão autorizados a celebrar contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (por exemplo, publicação em repositório institucional, em site pessoal, publicação de tradução ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
